The Legend of Zelda Majora Mask e a Ilusão da Eternidade
Um herói destinado a salvar princesa, o reino e o mundo
inteiro de uma ameaça maligna, enfrentando diversos perigos como monstros, dungeons e galinhas
assassinas. Estas sempre foram características marcantes da série Zelda.
Justamente essa simplicidade que é um dos principais ingredientes da ‘’magia’’
dessa série (simplicidade essa que é criticada por muito ‘’adultozinho’’ da internet, por sinal).
Era como se Shigeru Miyamoto tivesse pegado arquétipos presentes
em nosso imaginário ou de mitos antigos (como a Jornada do Herói, por
exemplo) e transferidos para os videogames de forma brilhante, criando talvez a
primeira ‘’aventura mitológica’’ da até então recém ressuscitada mídia, lá
nos anos 80, os videogames.
Até que no ano 2000 surge um Zelda diferente, que a
principio parecia ser a subversão de todos os conceitos que construíram esse ‘’mito’’.
Sim, estou falando de Majora Mask,
que ao invés de reinos ou princesas para salvar, tem uma atmosfera sombria,
depressiva e paranoica — uma mudança radical (pra não dizer completamente
maluca) que construiu uma reputação
peculiar para o jogo ao longo dos anos, se tornando um Zelda meio intocável e
distante por muito tempo, mais famoso por uma creepypasta boba ou por sua lua
feiosa do que por qualquer outra coisa digna.
