2019



Vocês já devem ter ouvido falar do ONE, huh?

Aquele misterioso autor de traços pitorescos, humor bem encaixado e dono da mente criativa "em alta" mais ponderada e objetiva em satirizar os clichês do "SHOUNEM POWER" sorrateiramente, ao mesmo tempo que os utiliza, nos entregando aquele fantástico combo de ação e emoção que esse gênero é tão capaz de proporcionar, entretanto do seu próprio e original modo.



ONE é habilidoso na criação de realidades fantasiosas de seres munidos com poderes escalafobéticos em conflito, adicionando problemas totalmente atuais e mundanos do dia à dia na sequência como principal pilar de seus personagens principais, e em Mob Psycho 100 isso é ainda mais evidente.

E o melhor de tudo, ele faz com que você se importe mais com esses problemas do que com todo o resto, justamente usando o tipo de narrativa que mais me agrada na terra, aquela união de reflexão e humor non sense quebrador de expectativas. Ele não é só um excelente quadrinista, mas ótimo em criar personagens e conceitos de universo.




Publicado em meados de 2012, a obra narra a história de Mob, um jovem garoto de cabelo de tigela totalmente introspectivo e sem talento algum, exceto pelas suas abundantes capacidades que o caraterizam como o ser psíquico mais cool-overpower do entretenimento desde o Mewtwo dublado pelo Guilherme Briggs, contrastando absurdamente com sua aparência e, pelo menos inicialmente, personalidade medíocre, que acaba por se desenvolver cada vez mais, seja pela sua experiência ao lidar com espíritos malignos, seus amigos e família de bom coração, e principalmente pelo picaret... digo, seu mentor, Reigen, grande moldador do caráter do nosso adorável protagonista de emoções recessivas.

Um mentor que deixa bem claro que ter qualidades paranormais, assim como qualquer outra qualidade excepcional, não faz ninguém especial, o que define isso é outra coisa.


O maior mentor do entretenimento, pra ser mais exato.

Reigen é um canastrã... paranormal ativo na cidade, dono de um escritório focado em trabalhos que ajudam as pessoas e seus problemas supostamente sobrenaturais. Dá pra dizer que Mob é o estagiário do escritório que faz todo o trabalho psíquico como parte do seu "treinamento"...

Eu disse "faz todo trabalho"? Eu quis dizer, AUXILIA no trabalho de Reigen.

É claro.

Os trabalhos os levam para peripécias pela cidade em busca de exorcizar espíritos malignos, reverter maldições ou simplesmente massagear clientes, afinal como bons trabalhadores, eles vivem um dia de cada vez. Nessas situações, certamente as mais perigosas, vocês terão a chance de ver Mob expondo seu "poder oculto de protagonista", que ocorre quando estresse do personagem atinge seu nível máximo, afinal ele é tão comicamente recessivo com seus sentimentos, que se, somente se ele for realmente forçado emocionalmente, é que suas habilidades, que já são enormes normalmente, ganharão um aspecto "titânico super sayajin 3".

Mas não pensem de forma nenhuma que Mob seja meramente um "personagem que se enfurece e fica irrealmente fortão", NÃAAO, longe disso, por favor.


Imaginem  que toda situação boa, ruim ou inconveniente que as pessoas ou a vida preguem na gente gere uma emoção específica, certo? Mob é uma pessoa que restringe tanto esses sentimentos diários, graças ao medo consciente ou inconsciente que o mesmo tem de perder o controle de sua tamanha força, que numa hora ele chega no limite, e esse emaranhado de estresse, ansiedade e pressão acumulados transbordam e se tornam poder, geralmente direcionado pela última emoção forte que ele teve, seja tristeza, raiva etc.

Eu sei, tem pessoas que se identificam com isso de restringir sentimentos, né? Exceto que felizmente ninguém sai voando soltando hadoken por aí.

Ou infelizmente...

E temos mais outro grande e excelente detalhe! A narrativa CONSTRÓI essas camadas sentimentais do Mob, ela mostra como ele se sente com bastante cuidado, com a porcentagem de seu momento de explosão crescendo ou subindo, criando expectativa do que vai rolar, fazendo a gente perceber o que afeta ou não o garoto.

Literalmente, Mob é um "mob" de joguinho sem individualidade com funções pré-estabelecidas, mas que vai ganhando seu devido rumo com passar da obra. E isso deve ser totalmente intencional.

Enfim, é uma dinâmica bem legal que inevitavelmente me arranca elogios.

E não se esqueça que mesmo nesses grandes momentos de DEUS EX MACHINA,  expectativas podem ser quebradas.
Mas do jeito mais positivo possível.


A trama possui aquela leveza invejável de caráter episódico, mas possui seu linear compromisso de manter  o elo não só com as experiências e personagens passados, como também inserir um grande destino envolvendo todo o mundo em uma batalha psíquica sem precedentes liderada por um chefão final fodão, até porque isso ainda é um shounen de porrada.

Na real, isso aí é uma sacada bem interessante, o ONE criou todo um conceito de universo onde lutas de paranormais envolvesse mais músculos e porrada do que todas as sagas de Cavaleiro dos Zodíaco juntas! O que não é difícil, eu sei.

E isso atingiu um nível ainda mais incrível quando o IMPECÁVEL, INVEJÁVEL e IN...fi...nito (?) estúdio BONES ficou encarregado da adaptação pra anime, que teve suas temporadas lançadas em meados de 2016 e agora em 2019, vencendo o mundialmente famoso prêmio de "grande anime da temporada do Blog MIL" todas as vezes!




Dá pra ver que o anime é experimental, cheio de iluminações alucinógenas e explosões de cores que combinam habilmente com a proposta da trama, e o melhor de tudo, honra bastante as características da arte do ONE, que unidas ao seu exímio "passing" de humor, dão toda uma carga ainda mais cômica pra esse trabalho, coisa que o Murata felizmente honra em One Punch Man, às vezes, e sempre fica muito bom.

A adaptação é consideravelmente fiel ao original, e realmente deve ser, afinal a quadrinização do ONE é ótima. E mesmo o anime tendo suas devidas "rushadas" e "cortes" de praxe em comparação ao mangá, não afeta em nada na primorosa experiência final. É de longe uma daquelas adaptações que merecem bastante amor, e estará garantida no meu hall de animes favoritos por toda a vida.

Eu acredito que possa haver uma terceira temporada com o que ainda falta "cobrir" da obra, ou quem sabe eles tragam o conteúdo em OVAS. De qualquer forma é algo que espero ver.

Pra quem não conhece o estúdio BONES, saibam que eles são os responsáveis por belezinhas como Full Metal Alchemist, Eureka Seven, Soul Eater, Wolf's Rain, Space Dandy e Boku no Hero,  entre outros, só coisa da god tier da animação.

Pena One Punch Man ter SE FERRADO com a Madhouse abrindo mão dele né? Estou em um luto eterno por isso.

LUTO ETERNO.

Pois bem, dá pra dizer que Mob Psycho 100 é uma daquelas maravilhosas lufadas de ar fresco pro gênero.

Bem diferente de Boku no Hero, que não é só completamente o oposto, mas basicamente o maior bordel de clichês cantarolando em uníssono de todos os tempos. Só queria ilustrar e provocar algum questionamento aos infelizes que não enxergaram essa... OBVIEDADE ainda.

É, eu sei que vocês existem e vão me olhar torto quando... se...  lerem isso.

MAS REFLITAM!

Enfim, o que eu quero dizer é: se ainda não viram, vão ver Mob psycho 100 de uma vez, suas toupeiras moribundas, não vão se arrepender!

E não se esqueçam do mangá também, ONE realmente o leva à sério, dá pra ver o quão sua arte é detalhada aqui, e eu pessoalmente gosto muito dela. Quando for falar de OPM contarei mais sobre o porquê de admira-lo tanto como autor e artista.

Mas em outra hora! Porque agora iremos papear com spoilers! 


Apesar de mínimos, na verdade, tão mínimo que você não precisa ter terminado a 2º temporada pra ler.



O que te faz especial?




Certamente, se eu fosse dizer qual a grande mensagem de Mob Psycho 100 pra o seu público, seria "seja alguém gente boa".

O que basicamente engloba todos os temas sociais do mundo, eu diria.

Mas o que é ser "gente boa"?

O grande "gente boa" da série é aparentemente e ironicamente o maior canastrão dela, Reigen, o rapaz que cresceu razoavelmente bem em sociedade, reconhecendo seu próprio carisma e lábia naturais para lidar com as adversidades do dia à dia, mas que apesar das aparências, mostra-se deveras solitário e ainda infeliz com suas conquistas de vida.

Até dá pra notar que ele parece estar há muito tempo sem nem pensar sobre isso.

É um clássico caso de personagem identificável, afinal ele é um adulto lidando com as responsabilidades da idade, lidando com a pressão de um trabalho que não acrescenta em absolutamente nada na sua vida, e largando tudo pra fazer o que realmente gosta, o que realmente quer fazer.

Que é... acredito eu, pelo que observei, fazer algo de útil e relevante pras pessoas, ser lembrado por isso.

Mas ainda assim, apesar de tudo, momentaneamente se perdendo no caminho.



A questão é que Reigen tem ciência da sua "charlatanisse" em lidar com seu trabalho, tem ciência de que engana, ou acha enganar o Mob, mas em contra partida tem a visão mais prática, bonita e sensata sobre a vida que alguém poderia ter, e ele consegue passar isso habilmente pro seu discípulo e pras pessoas ao redor, seja pela sua lábia, situações adoidadas ou simplesmente pela sua irônica sinceridade, afinal quando o assunto é ser alguém gente boa, Reigen fala de coração e nem percebe.

Não que eu esteja querendo defender sua charlatanisse, mas é fácil notar também que Reigen não considera a maioria dos problemas paranormais como algo real, ele meio que entra nessa com a mentalidade de fazer dinheiro fácil (que não é muito, pelo que observamos) com pessoas aparentemente de cabeça fraca, complexadas muitas vezes por mera "hipocondria espiritual", afinal muitos dos seus clientes são curados com uma boa massagem. De certa forma ele ainda está ajudando essas pessoas que "inevitavelmente acreditam nesse tipo de coisa".

Ainda assim, aliando-se a Mob, ele acaba ajudando não só esse tipo de pessoa, como realmente quem está passando por problemas sobrenaturais REAIS.



Então temos um caráter absurdamente duvidoso que se contrasta com um bom coração e cria um dos personagens mais tridimensionais que me lembro encontrar no gênero em muito tempo, de fato.

Sim, episódio 7 da segunda temporada, você é meu favorito.

Do outro lado, dividindo os holofotes, temos o incrível telepata Mob, que apesar do seu senso de responsabilidade com seu trabalho, possui singelos anseios  das coisas mais mundanas que um garoto da sua idade poderia ansiar: a garota bonita da escola, manejo social, amigos, aptidão física ou pelo menos algo tão simples como senso de diversão, que o mesmo raramente é capaz de ter, e que felizmente vai mudando com o tempo.

Levando em consideração que ele é quase UM DEUS, ver esses tipos de vontades nele, e ver que o mesmo trocaria seus poderes por tudo isso, é de fato algo muito interessante de observar.

E ONE se encarrega de deixar engraçado também.

Mas é intrigante perceber que Mob se vê como uma bomba relógio e, por medo de si mesmo, acabou enterrando inconscientemente sua personalidade a fim de não machucar ninguém.

É verdadeiramente satisfatório vê-lo mudar.

Pessoalmente meu episódio favorito de Mob, o personagem, é o primeiro da segunda temporada, com aquele final sensacional dele recolando o livro da sua colega/ex namorada de mentira. Eu disse que ver os personagens lidando com seus sentimentos é o grande ás dessa história pra mim, e olha que eu sou o viciado em lutinha aqui.


Contrariando  esses personagens tão bem intencionados, temos o grupo dos vilões paranormais que se acham superiores graças às suas habilidades paranormais e tem como objetivo a dominação mundial munida de razões obscuras que, em sua grande maioria, se resumem ao cômico, ridículo e egoísta pensamento de se acharem especiais por conta de suas "vantagens naturais", e é fácil observar que estes são compostos de pessoas desajustadas que preferem odiar o mundo em vez de compreende-lo.

Não duvido que existam paranormais da Garra que se acham "ISPEXIAIS" por gostarem de joguinhos/filminhos/livrinhos cultzinhos undergrounds por aí, julgando os outros, ein? Pois é.

Ok, ok, parei.

Muahaha como sou cultxi!

ENTRETANTO,  essa é a minha analogia boba e leviana meramente provocativa, vocês sabem quantas podem ser encaixadas aqui, certo? Mogami e sua vida desesperadamente miserável e algum senso de poder e ego criaram de longe o personagem mais assustador da obra, por exemplo.

De qualquer forma, gosto como nossos protagonistas conseguem, com caráter, compreensão e um "pouquinho de força" conquistar a amizade e admiração dos antagonistas durante a trama, bom, pelo menos a maioria deles.

Pra concluir, eu acho que a grande sacada de Mob Psycho 100 está aí, em criticar as armadilhas do ego, em colocar a mentalidade das pessoas de "volta nos trilhos", tão ligado? Reigen sensatamente observa que qualidades humanas se expandem de diversos meios, inclusive na sensibilidade e compreensão, que é certamente o maior formador de bom caráter que existe em nossa humanidade.

Felizmente Mob, além de aprender, também amadurece, sendo a grande força motriz apta o suficiente a combater vilões tão poderosos de valores tortuosos.



É aquele papo de respeito e empatia mútua da sociedade, o que convenhamos, é algo bonito e necessário pra viver. Mas parece tão óbvio, clichê e brega falar sobre o assunto, que acredito que é justamente por isso que esse raciocínio perde o impacto quase sempre.

Enfim, é tão bom encontrar uma obra que nos traga esse tipo de mensagem com toda a leveza e despretensiosidade bem humorada que ele deve conter.

Achem vocês mesmo a resposta pra a pergunta inicial nesse texto e não se esqueçam...

"O verdadeiro encanto é a gentileza. Virem alguém gente boa, só isso."






O grande protagonista dos meus sonhos molhados no mundo dos vidjogueimes, como já mencionei antes AQUI, finalmente foi lançado.

Ele honrou o hype?

Ele é fácil demais?

Pessoas que pedem mais um "Budokai Tenkaichi 3 da vida" são de outro planeta?

E o mais importante, o que DBFZ significa para o gênero dos jogos de lutinha?

Para essas e mais outras perguntas que também ninguém me fez, teremos mais um texto de qualidade questionável com devaneios e desvios de assuntos que só esse recinto sabe fazer!

...

O que não é algo necessariamente positivo, mas enfim.

Quero explorar alguns tópicos PERTINENTES sobre o tema, e fiquem tranquilos, SEM SPOILERS dessa vez.

Dito isso, comecemos!

       Eu duvidei, mas não é que esses rockzinhos genéricos da Arc combinaram com DBZ?

Quebrando a quarta barreira do melhor "jeito Dragon Ball"




Sabem o que é definição de "jeito Dragon Ball"?

Ser despretensiosamente divertido!

O enredo do jogo nos entrega a terra em crise, pois clones usuários de crack dos nossos heróis e vilões estão por toda parte do planeta com intenções maliciosas em mente. Como se não bastasse, os únicos que poderiam derrotar esses descerebrados estão impossibilitados de lutar, pois "ondas" dos quintos dos infernos inibem seus verdadeiros poderes.

Qual a solução para tal problemão?

Uma "alma" ser colocada especialmente dentro de um personagem do jogo, pois essa é a única forma dele poder usar suas habilidades de combate e ir atrás do responsável por essa bagunça.

Claro, existe todo um background com conceitos de universo por trás que deixam tudo mais interessante ainda.

E aí, pegaram a sacada? A "alma" mencionada é nada mais, nada menos, que o player, e a nossa conexão com o personagem que controlamos que definirá o quanto de poder poderá ser liberado durante cada luta.

Traduzindo, depender de sua habilidade de dedilhar botões durante uma peleja não é algo extremamente importante só para que você evolua como jogador e derrote seus coleguinhas, mas também é importante  narrativamente dentro do universo de DBFZ, vejam só que maravilha!

Os personagens conversam com você, confiam em você, xingam também, mas sem dúvida te deixam imerso nessa trama e de bônus colocam um sorriso gigante na sua cara, caso você seja um fanboy bobão sem vergonha.

Não que eu sejaaa...



Dá pra ver que a galera da Arc teve cuidado e carinho, seja pra colocar Goku e cia para conversar conosco, ou nos próprios diálogos entre eles.

Se editarmos o elenco que compõe nossos trios, abrimos a chance de explorar novas interações, e é deveras divertido.

Eu não sei vocês, mas eu zero esses títulos do gênero PARA VER ELENCOS QUE TANTO ADORO INTERAGINDO. Seja na intro das lutas, no modo história ou arcade, tanto faz, acredito que isso dá uma vida imensa pra qualquer game de luta que se preze.

OUVIU, Street Fighter V?!?!? OUVIU?!?!?!

Querem um exemplo? Deixarei Gotenks tentando ensinar o PODEROSO NAPPA a se transformar em super sayajin.

                                         
É disso que tô falando.

Existem reclamações de pessoas que se incomodam com o fato das cutscenes serem lentas, algumas vezes até o design dos personagens fica estranho.

O cabelo do Goku, por exemplo, é o grande campeão em bizarrices 3Dzeiras... mas acredito que é bem difícil deixar esse cabelo em 3D, a forma dele não ajuda, não... ou vai ver é falta de costume mesmo, a gente só vê o cabelo do Goku quase sempre do mesmo ângulo.

Enfim, realmente esses defeitos existem, afinal as cenas são geradas em tempo real com a engine do jogo, e sabemos que isso é ingrediente certo para inconsistências em CG.

Mas não é nada que atrapalhe a experiência, claro.

Sabem, eu achava que depois de Xenoverse não teríamos um fanservice (de forma narrativa) tão legal num game oficial da franquia, fico feliz que a ArcSystem me provou do contrário e criou uma historia que se une com o sistema de combate e torna crível que Freeza enfrente o Yamcha de igual pra igual sem que isso pareça algo retardado.

É sério, o Yamcha é apelão nesse jogo.

Enfim, palmas.

Só aceite, Freeza.

"Facilidade" demais? 

Eu só apertei triângulo e fiz 399 MIL hits?!?!?


Quando a beta de DBFZ foi disponibilizada, uma galerinha da pesada que apronta altas aventuras na internet começou a criticar negativamente o game pois ele possuía AUTOCOMBOS e isso... "iria destruir totalmente e irreversivelmente a experiência deste videojogo, OHHH CÉUS, TENHAM PIEDADE!!".

Hoje, depois de lançado, acredito que muita gente deixou esse pensamento... INOCENTE, que ecoou tanto pelas redes que até eu fiquei com medo da comoção generalizada.

Sim, autocombos existem em DBFZ, o jogo é extremamente acessível pra qualquer pessoa que não seja um entusiasta de lutinha, e lhes dá a oportunidade  de atingirem os prazerosos números altos de hits subindo na tela.



Aperte triangulo ou quadrado algumas vezes e BAM! Você tem um combo razoável e visualmente divertido.

Não que eu seja adepto de facilidade nesse nicho, mas sinceramente?

Eu entendo.

Jogos de luta são definitivamente difíceis. Se você quer ter o a mínima chance de enfrentar alguém sem tomar um chute nos bagos toda hora, você precisa treinar feito um condenado, estudar movimentos, técnicas, criar uma "conexão com o personagem que você joga" (pois é) e ainda conhecer como todos os outros personagens funcionam.

E o processo de evolução é bem lento.

Eu acho essa dinâmica extremamente divertida e pode até parecer besteira pra muita gente, mas ela me beneficia em inúmeras áreas da minha vida, principalmente em filosofia pessoal.



Mas imaginem um cidadão que chega em casa depois de um dia inteiro de trabalho e trânsito infernal onde o mesmo teve sua mãe xingada mais de 27 vezes e quer só tirar os sapatos apertados, deitar no sofá e relaxar com o jogo que ele comprou com 20% do seu suado salário.

Ele vai preferir entrar numa sala branca pra treinar o mesmo combo repetidamente por horas de puro esforço ou juntar a galera pra caçar monstrengos com porretes do tamanho de um ônibus embalado por bagunças e risadas?

Eu que sou adepto da lutinha quase como um estilo de vida, muitas vezes chego em casa tão cansado que nem o jogo abro, imagina quem não é?

Pra resumir: jogo de luta afasta.

A galera profissional sempre tá firme e forte, mas quem sustenta as franquias é o público casual, e são eles que precisam ser conquistados.

Dá pra ver que a galera da ArcSystem, assim como outras empresas focadas nesse nicho, tem criado seus jogos com essa visão e com o intento de mudar.

Temos o caso do último KoF, que também já aderiu aos autocombos, apesar de uma forma bem mais amena que DBFZ.

Que é minha deixa pra colocar a King em mais um artigo de lutinha.

E temos o caso especial e que tanto adoro de SF V.

Sabem, eu sempre tô zoando e reclamando do dito cujo, porque realmente merece, mas é o jogo de luta que mais jogo atualmente, ele tem um sistema de combate bem mais simplificado que seus irmãos, facilita combos de forma quase natural, mas não deixa de dar a opção dos jogadores dedicados explorarem combos cada vez mais complexos.

E pra mim ao menos, é uma ótima alternativa pra o público de hoje.

Também há um foco imenso em footsies e tática durante uma peleja, que deve ser o que mais prezo num jogo de luta NA VIDA, e ele faz isso bem. SF V pode ser uma grande bosta em muitos aspectos, mas pelo menos em gameplay, me deixa feliz.



Talvez essa seja uma postura que a franquia abrace. Talvez ela realmente deva fazer isso.

Enfim,  apenas aceitem e compreendam.

A tendência é que isso exista cada vez mais.

Porém, entretanto, todavia, lembrem-se: alguém que joga e se dedica não vai depender de autocombo, provavelmente nunca vai nem usar, e dificilmente será vítima de alguém que só manja disso.

Existem muitas formas mais eficientes e divertidas de quebrar a cara dos coleguinhas, e é algo tão evidente, que mais uma vez eu ressalto, quem pensou que autocombos estragaria DBFZ atingiu os níveis mais altos da bobalhice.

Então respondendo o título do texto... NÃO, DBFZ não precisa e nem deve ser mais difícil.

O que ele podia era ser mais barato... ter dublagem brasileira e trilha sonora clássica...

NÉ NÃO?

Just saying...




Experiência definitiva pra qualquer fã de Dragon Ball.... e uma proveitosa para fã de jogos de luta

Passamos mais de uma década sendo bombardeados por títulos da franquia que se focavam exclusivamente em batalhas 3D.

Claro, com algumas exceções, uma em especial tão boa que merece ser citada, lembrando que é um jogo feito por fãs: Hyper Dragon Ball Z:




Enfim, tivemos muitos exemplos bons e ruins durante essa trajetória.

Mas a questão de qualidade nem é o meu ponto aqui.

O ponto é: tivemos 3D fightingames DEMAIS.




Daí, a ArcSystem, dona de um exímio currículo de títulos de jogos de lutinha, detentora de uma das, senão a engine mais estilosa do nicho de todos os tempos, resolve pegar Dragon Ball, transforma-lo num jogo de luta aos moldes próximos de Marvel Vs Capcom de 3x3, afinal DB é uma série que realmente combina com batalhas em grupo, nos possibilitando não só combos homéricos, como uma considerável acessibilidade e especiais cinemáticos que dão de 10 a 0 na animação de um anime OFICIAL, como é o caso Dragon Ball Super, por exemplo.

O jogo conta com cenários soberbos, momentos emblemáticos do anime sendo referenciados, e especiais visualmente fantásticos que se combinam com um sistema de batalha rápido e prático e até mesmo referenciam a trajetória 3D da franquia nos mundos dos joguinhos eletrônicos.

É sério, finalizar um oponente usando especial nunca foi tão ORGÁSMICO.


Orgasm
As lutas fogem bastante do que muitos podem estar acostumados, comandos de shory e tatsu ganham uma sensibilidade diferente. Na verdade, em comandos, DBFZ muito se assemelha ao EXCELENTE primo de Street Fighter 3, JoJo' Bizarre Adventure Heritage for The Future.

A luta será focada em dashes, air combos de dezenas de hits e combinações de golpes fracos e fortes com cancelamentos de pulo, que se finalizam com rajadas de ki, assistências de trio ou com os gloriosos especiais cinemáticos.

O jogo recompensa a forma tática defensiva e incentiva a ofensiva.

E honestamente, faz um ótimo trabalho.

Há também de falar do "esquema das 7 esferas", que, de forma muito específica, ao acertar sequências de combos, nos possibilita coleta-las durante a luta, resultando no grande dragão escalafobético Shen Long aparecer e fazer algum desejo, como reviver aliados, por exemplo.

Algo único porém com a característica que party fighting games geralmente tem, e que dá toda dinâmica exclusiva pro jogo.

E eu ainda não vi ninguém usando em partidas por aí...

Que maravilha, não é? DBFZ não só nos tira da mesmice, como nos dá um incrível caminho para o novo, quando falamos dos jogos da tão citada franquia, ou quem sabe até mesmo no gênero.

Ainda assim, teve gente reclamando porque queria Budokai Tenkaichi 3...


...


...


...

                    POR QUEEEEEEE??!?!?!?!




E pra vocês que reclamam que tem pouco char... eu prefiro que tenha DOIS, mas que me possibilite explorar o jogo de forma digna.

Pra terminar, quero dizer que DBFZ me fez feliz, o modo história é legal, online é extremamente competitivo e mesmo que o jogo não vingue nas competições mundiais, não tem problema, ele já cumpriu sua missão, pelo menos pra mim.

No mais, deixo minha última reclamação sobre esse título: é muito difícil escolher um trio só, que DIABOS. Todos são divertidos!

IEAHAHEIAH



Eu não vou abandonar SF V, mas devo dizer que ele ganhou um exímio companheiro para dividir minhas horas de jogatina. Honrou o hype, sem duvida!

Agora só nos resta esperar o anúncio do MESTRE.

Hoje foi um artigo curto, mas na próxima quero dedicar mais palavras pra DURAGON BORU.
Aqui me despeço e até dia MIL procês.

Flames

PedroTreck

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