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Escassos são os que possuem tais almas brilhantes. Gravelord Nito, a bruxa de Izalith, os Quatro Reis de New Londo, herdeiros dos fragmentos da alma de Gwyn... e o ex-confidente do Lord Gwyn, Seath o Descamado. Todas as suas almas são necessárias para saciar o Lordvessel. 
...
Você está pronto?


E como planejado, trago a continuação da série "Cronologia do lore de Dark Souls" aqui deste recinto multiversal que é o blog MIL! Para os que estão chegando agora ou simplesmente pra quem quer recapitular, vocês podem conferir:

Parte 1: AQUI

Parte2: AQUI

Cronologia Dark Souls 2: AQUI

Cronologia Demons Souls que não tem ligação direta mas merece amor também: AQUI

E antes de qualquer coisa, como sempre digo, Dark Souls é uma série com a maioria dos seus eventos e elementos subjetivos, o que não dá direito de alguém afirmar praticamente nada com 100% de certeza. Mesmo que sempre tenha um que insista... Urgh.

Eu particularmente prefiro pesquisar lendo wikias, trivias ou descrições de itens, simplesmente porque prefiro ler. Porém, apesar de não ser do meu feitio, gosto bastante de assistir alguns canais do youtube, e um deles, o qual considero A referência pra qualquer um que gosta dos lores de Dark Souls, é o canal do Epic Name Bro, que eu recomendo DEMAIS, (apesar de saber que 99,9% de vocês já tão ligado nisso). Existem outros canais muito bons também e que não duvido que vocês ganhem mais os vendo do que lendo esses meus artigos. Mas enfim, pra vocês que ainda quiserem continuar desbravando esse blog, sigam-me.

Vamos ao artigo de uma vez!





Um dia eu falo de Evangelion aqui...

A busca pelas Lord Souls


Resumindo rapidamente, Chosen Undead acabou por posicionar o Lordvessel e liberar as áreas onde os atuais donos das Lord Souls se encontram. Agora cabe a ele explorar esses lugares extremos e cumprir o seu destino. Podemos notar que há uma maquinação de algo ou alguém nesses acontecimentos. Certamente por um deus ou talvez deuses.

Seriam eles neutros ao destino ou com um lado definido?

É mais provável que eles quisessem um novo "Gwyn", em outras palavras, mais outra pessoa pra ser usada de sacrifício, afinal isso iria ajudar a prolongar a era dos deuses. Mas, não temos como saber realmente... pelo menos ainda.

Como eu já expliquei antes no meu texto sobre DS2, há um conceito de "equilíbrio" entre as poderosas almas que buscamos agora, algo que muda através das milenares gerações. Talvez fique mais evidente de exemplificar no decorrer desse artigo, então prossigamos.

E seguindo o meu roteiro de gameplay, nossa primeira parada será... 

O caminho para a Tumba dos Gigantes  

As Catacumbas formam uma das áreas menos convidativas de Lordran, com toda certeza. Lar de vários esqueletos vivos, necromancers, wisps, (aquelas cabeças flutuantes que gritam e explodem do nada) e muitas armadilhas. É também rota obrigatória para os clérigos da Way of White que buscam cumprir sua missão suicida, encontrar o Rite of Kidling – fato mais explorado na parte 1 da cronologia. E como toda Lordran, também é um lugar para oportunistas com intenções não muito boas, os que chamamos carinhosamente de "Fdps".


Parando para observar e pensar sobre esse lugar, podemos notar que as catacumbas são formadas em uma galeria de cavernas um pouco abaixo de Lordran. Certamente, uma das áreas mais antigas do local, e que eu pessoalmente adoro explorar. Aqui também encontramos Vamos, um ferreiro bem único e quase que totalmente misterioso. Alguns acreditam que ele tenha sido de uma linhagem ancestral real, já que ele parece possuir alguma ligação com o Royal Helm. Em ds2 vemos raças ligadas a Nito, então podemos assumir que Vamos pode estar associado de alguma forma com isso.


Esse lugar também é rota obrigatória para o escolhido, que está aqui em busca da Lord Soul de Nito, O Primeiro dos Mortos, que descansa em uma área ainda mais profunda, nos confins do mundo. O próximo destino depois de passar por esse antro de caveiras e armadilhas. Antes, é necessário enfrentar Pinwhell, o atual detentor do Rito e  – acredita-se – o responsável pelas catacumbas serem um lugar ainda mais infeliz, afinal, ele queria manter todos bem afastados, e isso também é algo mais detalhado na parte 1. 

Passando desse desafio que prova o porquê de Dark Souls ser considerado um jogo difícil, cof, cof, o escolhido chega ao seu próximo lugar destinado. 

A escuridão dos confins do mundo

Oia o bicho vino!

Vendo os horizontes, podemos notar que Lordran é genialmente conectada. Assim temos mais ou menos uma ideia da geografia do lugar e somos salientados que estamos num local tão profundo e isolado do mundo, que a luz do dia é algo impossível aqui. Antes, é possível conhecer o digníssimo "fdp" Patches, (ou ironicamente Trusty Patches) nas catacumbas, onde se você bobear, pode acabar morto pelo mesmo.

Após derrotar Pinwhell, ele aparece também na escuridão das tumbas, o que mostra-se mais um lapso da distorção temporal de Lordran. E é aqui onde – talvez, mais uma vez – ele te engana e te derruba para morrer na escuridão um pouco mais a frente. Além de lidar com esqueletos violentos de três metros, também temos de lidar com as garotagens de indivíduos arrombados, pois é. 



Porém, o tombo não é dos grandes, e o escolhido pode continuar explorando o local, até encontrar Rhea of Thorolund, que já tinha feito sua aparição em Firelink Shrine, enquanto rezava e se concentrava para sua missão suicida  sagrada de conseguir o Rito com seus fieis guarda-costas. Mas agora ela está desolada, sentada na escuridão esperando a morte.

O que diabos aconteceu para essa moça tão maravilhosamente dublada estar nessa situação?

Quando Rhea e seus colegas clérigos exploravam a Tumba, eles foram atacados, e Petrus of Thorolund acabou fugindo e os deixando sozinhos. Esse que deveria ser um amigo e ajuda-los, acabou mostrando sua real natureza e os abandonando para a morte. Esse fato fez com que os dois clérigos que a acompanhavam (Vince e Nico) se transformassem em hollows, e agora Rhea estava apenas esperando o seu trágico destino.


Fato interessante é que quem revela detalhes desse acontecimento é o Lautrec, se você conversar com ele no momento certo, e esse é só um dos vários detalhes que o mesmo dá. E isso só prova o quanto esse rapaz é um manjão dos eventos nas localidades de Lordran, (Oswald é outro que também sabe da natureza de Petrus). 

O escolhido derrota os hollows e salva Rhea, que depois disso pode ser capaz de voltar a superfície. E dando continuidade com exploração, voltamos a ficar de frente com o "confiável" Patches, que agora pede perdão.

Daí você pode se perguntar o que o Patches fazia e fez nesse lugar, junto de seus motivos... 


Pouco se sabe sobre esse infeliz. Porém, nota-se que ele aproveitava a situação para roubar os clérigos ou qualquer um que visitasse essas áreas. Ele parecia ter alguma raiva contida sobre os clérigos, mas os motivos não ficam claros. Ele os enganava, os matava ou os manipulava para a morte, e fica quase explícito que ele fez o mesmo com Rhea e seus companheiros. A decisão de deixa-lo vivo ou não fica em cargo do escolhido. Ganhar um bom vendedor no futuro ou se vingar de vez, a gente decide. 



Dando seguimento na exploração, chegamos a um lugar ainda mais profundo de Lordran, onde é possível ver os pilares ancestrais de outrora, as grandes arvores cinzentas. E nesse momento, podemos ser invadidos por alguém que morreu, certamente, há séculos, o Paladino Leeroy. O mártir dos clérigos, um guerreiro lendário, o primeiro a buscar o Rito, que desapareceu há muito tempo na sua busca e que agora se encontra preso em alguma realidade temporal de Lordran. Isso é mais detalhado na parte 1.

Passando por essas desavenças, chegamos na ultima parada antes de enfrentar Nito. Uma caverna com vários pyromancers, algumas espécies de cópias de Pinwhell, talvez algo arquitetado por ele para proteger a tumba onde Nito se encontra. Dados os indícios de que ele, de alguma forma, rouba o poder do Lord, é plausível pensar que ele queira manter sua "fonte" segura.


Ao vencer o enfraquecido primeiro dos mortos e ter sua poderosa alma em mãos, Chosen Undead pode seguir para os próximos destinos.

A cidade perdida no caos

E agora, Chosen Undead almeja chegar em Lost Izalith, mais uma vez passando por Blightown. Aqui encontramos Laurentius, que FASCINADO pelas técnicas de Queelana que você aprendeu, também parte para buscar o conhecimento.

"Ah, olá! Você tem sido um estranho esses dias. Por qu- .... ....
QUE PYROMANCIA ESPETACULAR. Me conta sobre isso, eu nunca vi algo assim.
" 

Eu adoro esse diálogo pela naturalidade do espanto dele, já falei o quanto amo a dublagem dessa série?

Enfim, se contarmos ou não, o destino dele é o mesmo. Ele irá se aventurar aos arredores de Lost Izalith e terá o destino de virar um hollow futuramente, o que é uma pena, porque ele é um dos NPCs mais "gente boa" dessa joça!

Finalmente o escolhido chega em Lost Izalith, e começa a explorar o caótico lugar envolto de magma. Aqui encontramos muitas criaturas e acabamos por conhecer melhor os segredos desse local e dos envolvidos no evento que o destruiu.


O primeiro ser que enfrentamos aqui é o Ceaseless Discharge, que em outrora foi o único filho homem conhecido da grande Bruxa Izalith, e que hoje se encontra transformado em um demônio. Ceaseless tem um dos lores mais tristes de Dark Souls. Ainda em seu nascimento, ele adquiriu feridas pelo corpo, causadas pelo fogo – certamente por ele não ser tão adepto às técnicas de controle de fogo quanto suas irmãs – o que fez com que elas o dessem um anel para sanar suas dores. Após o incidente da chama duplicada, sua monstruosa deformação o fez perder o anel, além de todo o sofrimento de ter perdido a sua família, o que resultou numa agonia incessante. A única coisa que conforta sua miserável e dolorosa existência é observar de longe o que sobrou de suas irmãs, e ter alguma esperança de que elas ainda olham por ele.



Quando Chosen Undead chega perto demais do cadáver de sua irmã mais próxima, Ceaseless o ataca, e isso resulta no demônio morto no final. O que faz com que uma mudança no fluxo da lava no local aconteça, abrindo caminhos para exploração. Como vocês sabem, aqui é uma fonte de demônios, então existe "uma RAPA" deles por aqui. Hordas de Tauros, grupos de Capras, Chaos Bugs, são alguns exemplos, e todos estão à espreita, esperando alguma vítima. Aqui também encontramos o Demon Firesage, que é uma versão do Stray Demon, só que em chamas – seriam esses uma raça de demônio usada como guardiã? Afinal, vemos dois desses com essa função em Asylun, e provavelmente devem ter sido colocados lá por alguma divindade.

Enfim, outro mais a frente, Centipede Demon, que guarda a passagem para se adentrar ainda mais nesse recinto. É dito que Centipede nasceu de alguma forma do anel encantado que Ceaseless perdeu na lava, aquele dado pelas irmãs. Provavelmente o efeito do encantamento adicionado com a influência da existência da Bed of Chaos e o contato direto com a lava gerou essa criatura jeitosa aí.



Aqui encontramos também um Solaire, confuso e abatido, por ainda não ter conseguido atingir seus objetivos. E dá pra ver o quanto esse guerreiro avançou em Lordran, o que prova o seu valor e sua persistência.

É seguindo mais a frente que encontramos vários Boudings Demons, criaturas provavelmente forjadas sobre restos de dragões, que agem como guardas do local ou apenas como seres que destroem tudo que encontram vivo. E por fim, mais a frente, podemos ver mais restos das ruínas de uma grande civilização engolida pela lava, o que nos dá uma ideia do quão poderoso foi esse efeito catastrófico gerado pela Chama do Caos.


Aqui também podemos ver que mais uma irmã sobreviveu sem mutações visíveis, pelo menos. E que residia perto da Bed of Chaos. Provavelmente estava "ilhada" aqui, porém eu não consigo pensar em nada mais elaborado que isso, não há qualquer informação sobre ela, penso que ela pode ter ficado aqui pensando em como salvar a alma de sua mãe, ou simplesmente pode ser um fator de tempo distorcido. Talvez, na linha temporal dela, ela só está ali há alguns minutos, ou horas. Distorção de tempo é algo bem interessante mesmo, e abre muitas possibilidades de interpretação.

É mais a frente que enfrentamos a criatura extremamente poderosa que vemos causando o caos até mesmo milênios depois, a Bed of Chaos, a criatura que nasceu de um erro e se tornou progenitora de vários demônios. A derrotando, o Chosen Undead adquire mais uma poderosa alma, e pode continuar sua busca.



A trajetória do Solaire

Solaire é outro que está desbravando essas áreas em busca do seu objetivo, divaguemos um pouco sobre esse personagem incrivelmente curioso.

Hell YEAH, PRAISE!
Solaire of Astora é um cavaleiro da Luz Solar, com um bom humor, se dispõe a ajudar o escolhido simplesmente por simpatizar com ele. É de fato um dos visitantes de Lordran mais notáveis por ter chegado tão longe depois de tocar ambos os sinos. Ele diz que quando se tornou um undead partiu para a terra de Lord Gwyn para buscar seu "próprio sol". O detalhes de sua armadura foram feitos pelo mesmo, o que mostra o quão devoto esse individuo era pelo seu objetivo.

Solaire pode ter dois destinos no jogo, que irão variar de acordo com suas atitudes enquanto estiver em Lost Izalith. A primeira é de ser vítima de um Chaos Bug, caso o escolhido não os mate seguindo o atalho para se chegar na Bed of Chaos. Essas criaturas parecem agir como parasitas e afetar especialmente a mente das pessoas, as tornando insanas. Esse destino leva Solaire a atacar qualquer individuo, inclusive nós. E isso nos obriga a matar o nosso querido SUN BRO.


Porém, se matarmos essas criaturas, Solaire não ficará ensandecido, mas ainda não achará o que estava procurando aqui, demostrando claramente a sua tristeza. Mas, abriremos a chance dele nos ajudar na batalha contra Lord Gwyn, abrindo um mistério de qual seria o seu destino em Lordran, e nos fazendo indagar sobre isso.

Mas agora vem a parte que todos discutem, mas ninguém sabe ao certo. Seria Solaire o filho primogênito de Gwyn deposto de suas funções e esquecido pelas eras?

As evidências não são absolutas, mas vou citar algumas que acho pertinentes. O set de Solaire não tem absolutamente nada de especial, o que prova que suas habilidades são bastante eficientes, é só vermos até onde ele chegou, alguma coisa de especial ele tem, de fato. Outra questão que levantam é sobre a descrição da Medalha da Luz Solar, que diz que o primogênito de Lord Gwyn está sempre observando atentamente sobre seus guerreiros, aludindo à capacidade de Solaire estar nos ajudando em combates várias vezes, sempre no companheirismo. E também temos o fato de ele possuir o milagre da Lightning Spear, o que acredito eu não ser um fator muito conclusivo, apesar de ser dita como "a arma do Fistborn". Outra questão é o fato dele dar a entender que se tornou um undead de "bom grado" a fim de concluir seu objetivo, que era buscar o seu "próprio Sol" em Lordran.


Uma coisa muito pertinente de se observar é que Solaire se refere de formas diferentes à áreas do jogo. Ele diz "Twilight Blightown" (Blightown) e "Tomb of Gravelord" (Tomb of Giants). Seriam esses os nomes dos lugares conhecidos pelos deuses antigamente, e que em seu subconsciente permanecem ou só uma diálogo de uma época em que o jogo não tinha sido totalmente terminado por seus produtores? Pode ser simplesmente PORQUE SIM também, mas creio que não.



E por ultimo, temos a Sunlight Medal com o símbolo que, como sua descrição diz, "Representa a o Fistborn, (primogênito) de Lord Gwyn".

Hm, é curioso.

Uma das vertentes das teorias plausíveis seguindo essa linha de pensamento é de que ele mesmo se exilou com vergonha do seu erro passado, (ou foi exilado por outrem), se transformando em humano, (ou reencarnando) e perdendo suas memórias, mas ainda mantendo uma ligação tão forte com o pai e sua real natureza em seu subconsciente, que criou o intento de buscar o seu destino perdido.

Podemos ver que o Altar of Sunlight, um lugar de adoração para o Firstborn, está quebrado em Undead Parish, o que nos leva a crer que alguma divindade o quebrou tentando censura-lo, talvez muitos ainda insistiam em o adorar, mesmo depois do seu banimento. De qualquer forma, é algo bastante simbólico.

Outro fator muito interessante é ver que, caso ele sobreviva depois de Lost Izalith, ele pode ser chamado na luta contra Gwyn, provando que ele esteve lá, afinal, ele colocou sua "marca" para ser chamado naquele lugar.

Teria ele derrotado Gwyn em sua linha de tempo? Não sabemos, mas é interessante ver que mesmo em DS2, após milênios, o Firstborn permanece exercendo sua influência no mundo.

Aproveitando o momento pra dizer que Persona chega no blog em breve.

Como eu já disse na primeira parte, não dá pra ter certeza, mas Solaire Firstborn é de longe uma das teorias MAIS INTERESSANTES nessa série. Com essa mobilização da comunidade sobre isso, não duvido que um dia os produtores nos revelem a "verdade", apesar de preferir que eles deixem isso em aberto para sempre, afinal, esse é um dos mais importantes conceitos de Dark Souls, seu entendimento totalmente interpretativo e pessoal de cada um que explora esse universo incrível. E Solaire sempre será um dos melhores BROTHERS no mundo dos games, com toda certeza.

O destino das Filhas do Caos

E pra fechar os acontecimentos de Lost Izalith, temos Quelana e sua notável ligação com tudo que acontece aqui.


Logicamente, ele é mais uma das filhas do caos, e a única – exceto aquela perto da Bed que não sabemos bulhufas – que conseguiu permanecer viva ao fugir da tragédia sem qualquer mutação aparente. Mas, ela não viveu feliz por isso. O fato de ter sobrevivido a fez sentir culpa, principalmente por não poder fazer nada para salvar as suas irmãs. Como Eingyi diz, ela é conhecida como "Lost Quelana", o que nos remete a acreditar que suas irmãs não fazem ideia do que aconteceu com ela.

Quelana deixou Lost Izalith, e criou o que chamamos hoje de "pyromancia". Digamos que ela aperfeiçoou a arte de sua mãe, transformando em uma técnica metódica para o combate. Ela passou seus conhecimentos para Salaman, que é dito ser o seu antigo aprendiz. Nós, como seus aprendizes, a fazemos lembrar dele – lembrando que é necessário já ter experiência com as chamas, assim a fazendo apreciar-lhe, além de só assim para a enxergarmos, certamente uma técnica para se isolar que ela deve ter usado.

Salaman passou sua técnica para os habitantes do Grande Pantano, uma área fora de Lordran que aceitou a pyromancia como arte, diferente de outros lugares por aí. O que faz com que eles sejam vítimas de preconceito e desprezo, já que muitos acham que essa é uma técnica herege. Os habitantes daqui possuem uma cultura bem peculiar, e podemos observar o quão são diferentes, até mesmo por suas vestimentas.


Em dado momento de acontecimentos, Quelana pede pela ajuda de Chosen Undead, que derrote a Bed of Chaos a liberte a sua "mãe"  – ou o que sobrou de Izalith naquela criatura – da miséria, junto de as suas outras irmãs que vivem transmutadas em demônios. Após o escolhido cumprir esse desejo de sua mentora, ela pode finalmente descansar em paz, e desaparece pelo mundo.

"Excelente... Você fez muito bem. Obrigada. Eu sou abençoada por ter conhecido você. Creio que nem possa mais te chamar de tolo. Eu não consigo agradecer o bastante."

Dá pra notar um tom melancólico, porém aliviado e de certa forma feliz pelo seu feito. E é incrível, com certeza, é incrível como a dublagem de Dark Souls é tão bem direcionada pra passar os sentimentos dos personagens. Creio que seja o fato crucial para nos apegarmos a eles em Dark Souls, embasado em tão poucos diálogos, mas ainda assim, muito consistentes. 


Não precisa me agradecer, minha querida mestra! *abraça*

Ugh-ham! Ignorando esse meu momento fanboy com a senhorita da pyromancia, prossigamos.

+Adicional


Kirk é um guerreiro que invade a nossa linha temporal nas localidades mais de uma vez. Acredita-se que ele fazia parte do Chaos covenant, e buscava adquirir humanidades para a irmã de Quelaag, a Fair Lady. Apesar de suas tendências assassinas, que o qualificam como um membro dos Darkwraiths, não sabemos ao certo. É mais uma resposta em aberto que temos nessa série, o que logicamente incita teorias e interpretações. Mas gosto de pensar que ele queria ajudar a Fair Lady.

Outro fator que eu devo falar aqui, é sobre a confusão que muito acontece na comunidade de Dark Souls, e que pretendo explicar agora mesmo. A duvida é sobre exatamente quando os Black Knights surgiram. Muitos apontam que eles surgiram logo após Gwyn linkar a Chama Primordial, mas pense de novo.


Dois fatores transformaram os Dark Knights que conhecemos hoje. O primeiro é narrado na descrição do seu escudo, caso você queira pesquisar, onde diz que eles lutaram contra os demônios do caos e se tornaram carbonizados. Em outras palavras, AQUI eles se transmutaram de Silver pra Black, algo que os fez ficar bastante resistentes ao fogo. O outro fator, foi o que os transformou em seres errantes, apenas cascas vazias sem almas. E a responsável por isso foi a "linkagem" da Chama que Gwyn desesperadamente fez, e isso está descrito nas armaduras dos mesmos.

Existem muitas coisas subjetivas nesse série, e isso é um fato. Porém, alguns possuem muito mais do que uma linha interpretativa, o lance é você se debruçar a pesquisar, ficar atento aos detalhes realmente, assim criando uma perspectiva sobre o que realmente aconteceu. Claro, existem aqueles que gostam de dar uma de "Senhor da Verdade" em Dark Souls, e bem... isso é idiota de se fazer.

Extremamente idiota.

Apenas parem, infelizes!

Mas, apesar de existirem muitos assim na comunidade de Dark Souls, muito me tranquiliza saber que não é bem a maioria.

Um lugar de conexões




Darkroot Garden e Darkroot Basin formam um dos locais mais ligados geograficamente a toda Lodran. Em Basin, encontram-se vários golens de cristais, seres criados por Seath. E ainda em sua área, uma fodendo-Hydra repousa aqui. Podemos presumir que esse foi o local dos acontecimentos responsáveis pelo destino de Dusk, onde eu detalhei bastante na parte 1 da cronologia.



Já Darkroot Garden possui mais traços das ruínas de Oolacile. Um lugar responsável por tantos eventos e que guarda consigo uma grande história, hoje repousa em tranquilidade, (não no online). É aqui também que o túmulo do grande Artorias se encontra, junto de seus guardiães, Sif, e a líder do Forest Hunter covenant, Alvina. Também encontramos um dos notáveis membros desse covenant, Shiva, um guerreiro de uma terra distante do oeste, a parte oriental do mundo de Dark Souls.

Mas, Darkroot Garden é um lugar muito vivo, e possui várias áreas muito interessantes, com criaturas curiosas. Gatos gigantes, cogumelos humanoides com o soco mais violento do mundo, guardiões, enfim, são alguns exemplos. Aqui também encontramos a Bruxa Beatrice, mais uma aventureira dessas terras que pode ser evocada na nossa linha temporal para ajudar na batalha contra uma criação de Seath que reside nessas áreas. Ela ainda nos ajuda em New Londo, mas vemos que ela morreu próximo ao Vale dos Drakes, o que é uma pena.


É dito que no passado Seath explorou as áreas de Oolacile para adquirir conhecimentos, a Moonlight Butterfly estar aqui deve se linkar com isso, provavelmente. É ainda nessas áreas que encontramos um ferreiro petrificado, muito parecido com Andre. Seja preguiça de designers ou algo mais trabalhado, não sabemos, mas é bastante curioso. Darkroot possui muitas ligações exteriores, e é rodeada por várias cachoeiras, essas que inundaram muitos vestígios da antiga cidade que um dia residiu aqui.

Eu já disse antes, mas digo de novo. Um dos melhores cenários desse jogo.

Explorando um passado perdido



Derrotando a hydra e o golem de cristal, podemos encontrar a princesa de Oolacile, Dusk, que ira nos guiar para firmar o paradoxo e entende-lo. Explorando brevemente os arredores dos domínios de Seath, encontra-se o Broken Pendant, e voltando a Basin, somos arrastados por Manus para o passado e paramos num antigo santuário, guardado por uma criatura fantástica e responsável por uma das minhas batalhas FAVORITAS nesse jogo.

O Guardião do Santuário é uma manticora, criatura muito semelhante à uma quimera, tendo partes do corpo de vários seres. Não existe qualquer outra informação mais detalhada sobre ele, então podemos presumir que os habitantes de Oolacile, dotados de conhecimentos mágicos, podem ter o criado para guardar o santuário. Algo coeso de se pensar.



Avançando, encontramos Elisabeth, a guardiã do Santuário. Ela é diferente dos outros cogumelos que encontramos no jogo, não sendo humanoide, porém, parece ser bem mais inteligente. Ela é a madrinha e guardiã de Dusk quando mais nova, e lhe reconhece como o salvador da mesma – pois é, ela te reconhece mesmo que você tenha feito isso no futuro, o que prova o quão forte é a conexão de ambas – e pergunta mais uma vez ao escolhido se ele irá salva-la, agora no passado. Lembrando que ela é a criadora do melhor item de cura da série, e muito me impressiona saber que ele ainda existe mesmo depois de milênios, como vemos em Dark Souls 2.

É interessante perceber que até o momento da chegada, o santuário ainda não foi "devorado", ou sequer "poluído" pelo abismo. E enquanto você avança, a calma natural paisagem e o seus sons – bem relaxantes, na minha opinião– dão lugar a um som extremamente denso, como se fosse uma tempestade sem fim tomando conta de tudo. Fizeram um ótimo trabalho em demostrar o quão amedrontador é o abismo e sua evolução. Dessa forma nós podemos ter uma ideia disso ser tão temido.


Aqui encontramos Marvelous Chester, um viajante que teve o mesmo destino que o nosso, em ser arrastado para o passado por Manus.

Mas, por que ele seria arrastado também?

Alguns acreditam que por causa de sua vestimenta, Chester seja do futuro. Porém, (todo mundo sabe que ele veio de Bloodborne... tá parei) levando em conta a ideia do multiverso temporal, podemos afirmar que ele conseguiu o Broken Pendant em alguma realidade temporal diferente, e teve o mesmo destino que o nosso, seja no futuro, ou passado, não dá pra traçar com certeza.

Dá pra ver que o Myazaki já "flertava" com o design de Bloodborne durante Dark Souls (e Demons Souls também).


Mais a frente, está um Artorias quase consumido, esperando que alguém o pare, antes que ele faça algo que destrua a sua honra, ou pior, machuque os seus amigos. Eu já divaguei bastante sobre esses detalhes na primeira parte da cronologia e não quero parecer redundante ao tocar nos mesmos assuntos. Chosen Undead ainda conhece Ciaran e Gough, que pelos diálogos podemos afirmar que eram amigos bem próximos de Artorias. Ciaran pede a alma do seu querido amigo, para prestar respeito de forma apropriada, no seu funeral. E é interessante que podemos linkar um relacionamento talvez mais forte entre ambos, o que é muito curioso.




Eu pessoalmente gosto bastante da relação que esses cavaleiros demonstram, mesmo sendo tão fragmentadas. E apesar de Ornstein estar "longe" deles no contexto, vemos na luta em Anor Londo que ele é de fato um cavaleiro honrado e respeitoso, até porque ele é conhecido por isso. Acredito que a relação dos 4 eram boa. São personagens fascinantes que enriquecem ainda mais esse enredo.

Eu me pergunto isso também, Ciaran.
Aqui também é possível ter um embate com Kalameet, que como todo dragão, é uma criatura incrível e enigmática. Alguns levantam teorias interessantes sobre ele, e que eu gostaria de compartilhar por achar totalmente plausível e convincente. Acredita-se que Kalameet tenha sido o fator motriz para a destruição de Oolacile. Em outras palavras, o primeiro empurrão pra vários acontecimentos. Afinal, esse é "um dragão que carrega a calamidade consigo".



O povo de Oolacile vivia uma vida muito pacífica e harmoniosa, possuíam conhecimento e conexão com a natureza. E podemos ver, o próprio lugar que eles viviam era bastante maravilhoso. Porém, um dia Kalameet chegou em suas terras e decidiu fazer de lá o seu lar. Um fodendo-dragão que nem mesmo Anor Londo ousava provocar. Oolacile ficou, muito provavelmente desolada e com medo. E aí, Kaathe, aproveitando-se da situação, provavelmente incitou a população do lugar a acordar um "poder oculto", (Manus) para enfrentar o dragão. O que resultou em toda uma cidade e sua população perdida na escuridão.

É fácil notar o quanto decisões desesperadas trazem o caos nessa série.  Enfim, Kalameet é sem dúvida algo especial, mesmo entre os dragões.  Na minha opinião, ele está entre os 3 bosses mais fortes desse jogo, talvez o mais forte. É de fato uma criatura insana, e é interessante ver a facilidade de Gough pra acerta-lo no ar, mesmo com a visão prejudicada. O que prova o quão foda era esse exímio arqueiro. E creio que todos os 4 guerreiros de Gwyn, claro, afinal eles ganharam seus títulos por suas habilidades.

Imagina um trabalho em equipe dessa turminha. 

Posteriormente, Chosen Undead acaba por derrotar Manus e salvar Sif, e isso cria um vínculo entre o Lobo e o escolhido, nos remetendo a uma das cenas mais tristes pra todo mundo que joga Dark Souls. O embate com o Grande Lobo Cinzento – que antes da DLC já era penoso pela alta quantidade de feels – se torna ainda pior.

De volta ao presente, Sif guarda a tumba do seu falecido e honrado amigo Artorias, junto do item que o mesmo usou para andar no profundo abismo no passado. Ao lhe reconhecer e ver a sua pretensão, uiva em lamentação, mas continua focado na batalha até o fim. Talvez, ele prefira te matar em vez de deixar que você se arrisque e se torne corrompido pelo abismo. Apesar de ser subjetivo, é notável ver a tristeza no seu amigo, e cara, isso gera muitos FEELS...

Oh, Sif...

Próximo ao túmulo, podemos achar o Hornet Ring, o anel que pertencia à Ciaran. O que nos faz pensar que ela deve ter permanecido nessa localidade até sua morte, talvez tenha cuidado de Sif em seu crescimento, ou talvez só deixou como lembrança, o que mais uma vez reforça a ligação forte que ela tinha com Artorias.



É depois que você adquire o Covenant of Artorias que você está apto a explorar profundamente New Londo, e a razão pela qual eu não segui o Kaathe nesse gameplay é porque ao segui-lo, ficamos impossibilitados de ver a intro dessa batalha e desse boss, que é o que tenho mais carinho na série.

Fato interessante é que depois que Dusk é salva e falamos com ela, ela diz que não pereceu em Oolacile graças ao Artorias. Creio que ele a ajudou de uma morte certa, em algum momento. Apesar de ele ter se sacrificado para ajudar Sif também no processo, o que acabou fazendo com que ele perdesse para Manus. E Dusk acabou sendo presa pelo mesmo, posteriormente.

No final, Dusk agradece ao Chosen e ao Artorias por hoje estar viva, e eu acho muito interessante ver como esse cavaleiro se sacrificou para ajudar os outros em sua vida.

A escuridão absoluta do abismo 

Explorando New Londo finalmente, um lugar que já foi bastante divagado na parte 1, e que serei mais breve por aqui. É nesse local "muito feliz" que encontramos Rickert, um "ferreiro-mago" trancafiado logo abaixo do acesso da antiga cidade. Não se sabe muito sobre ele, apenas que foi banido de Vinheim e considera Big Hat Logan uma lenda em sua terra, uma lenda de mais de cem anos. É aqui também que o nosso amigo Crestfallen tem seu último destino, provavelmente depois de Frampt tê-lo afastado, ele inventou de desbravar essa área e acabou por virar um hollow.

Mais detalhes sobre New Londo na parte 1.

Aqui é o lugar que enfrentamos uns dos bosses mais difíceis da série: Four Kings.


Os 4 Reis que governaram New Londo há tempos, hoje corrompidos residem na mais profunda escuridão, e agora derrotados nos dão a primeira parte do fragmento da grandiosa alma de Gwyn. E é daqui que partimos para pegar a próxima.

Vale dos Drakes

Quando New Londo é liberada de boa parte da água que a inundava, podemos observar conexões de caminhos, o que nos leva para o vale dessas criaturas fascinantes que são os Drakes. Eles são, resumidamente, dragões de casta inferior. Não possuem a mesma inteligência nem a mesma força, mas podemos ver o quão poderosos eles podem ser variando do seu tamanho (Drake vermelho).

Uma coisa que chama muito a atenção, e que eu passei uns dias discutindo com meus amigos aqui do blog, Uor e Vann, foi o fato dos Drakes menores do vale terem a capacidade de expelir raios. O que naturalmente é a fraqueza dos dragões. Levando em consideração que os Drakes são criaturas ancestrais, apesar de serem "inferiores", são dotados de uma capacidade tão perigosa para os seus superiores. Também existe a probabilidade deles serem remanescentes gerados depois da época da Chama, o que também faz muito sentido, principalmente por suas características. Afinal, sabemos o quanto a Chama exerce "anormalidades" em coisas naturais do mundo, ao criar disparidades.




Talvez sua pouca inteligência seja a razão por trás da inferioridade. Mas, lembro de alguns apontarem coisas mais rebuscadas sobre a origem desses seres. É de fato, algo muito inquietante se você parar pra observar.

O limiar da loucura

Também já divagado antes na parte 1, os domínios de Seat, The Duke Archives, palco de acontecimentos que envolvem personagens que já vimos durante esses artigos de Dark Souls.


Quando salvamos Logan, em Sen's Fortress, ele fica um tempo em Shrine, se preparando para continuar sua jornada para Lordran. Alguns já levantaram muitas teorias sobre ele ainda estar vivo e sã. Dizem que ele viajou pelo passado ou simplesmente usam o fato dele ser undead e permanecer com sua sanidade todo esse tempo como razão para ele ainda estar ali (essa é pertinente), porém, creio que devamos levar em consideração o fator do tempo distorcido de Lodran, como vimos no artigo passado.

"Guerreiros de épocas ancestrais se relacionando em uma camada de tempo que oscila." 

Mas, quem foi Logan, e o que ele procura nessas terras?


O mestre do chapelão Logan foi conhecido como o maior feiticeiro da Vinheim Dragon School, uma escola de feitiçaria muito famosa no mundo de Dark Souls. Em determinado momento, ele deixou a escola e foi atrás do legado de conhecimento que o Pai da Feitiçaria deixou em suas pesquisas, o dragão Seath. Essa procura começou há provavelmente um século, e Logan permaneceu em linhas temporais distintas até que elas "se conectassem" novamente com a nossa.

Após um tempo em Shrine, Logan parte mais uma vez em sua procura, e dessa vez acaba achando o que queria. Perdido nos conhecimentos milenares da biblioteca que Seath criou, o feiticeiro acaba tendo o mesmo destino do dragão, perder a sua mente na loucura.

O que diabos teria nesses conhecimentos que o faria ficar tão louco? Informações que poderiam "quebrar" a mente de qualquer um, algo extraordinário e impossível de se imaginar. Vemos que a loucura de Seath vem de uma grande obsessão pela vida eterna, e tudo que ele pesquisou das formas mais brutais possíveis estavam nesses arquivos, e talvez as razões pelas suas loucuras também estivessem.

Agora insano e despido porque batatas, ele ataca qualquer um que estiver perto, e cabe ao player dar um fim nisso.

Mas aí é levantado uma questão do que exatamente Logan buscava, apenas "expandir seus conhecimentos", ou algo mais específico, como a vida eterna?  Há uma teoria sobre isso, que acho bastante interessante, por sinal.


Lendo os estudos de Seath, talvez de alguma forma Logan tentou imita-lo, talvez tentando criar um cristal que o fizesse imortal, assim como o dragão sem escamas conseguiu. Mas Logan acabou falhando miseravelmente, e essas frustração de tentativa e erro acabou por leva-lo a loucura, talvez mais cedo do que foi com o dragão. Os fatos que as teorias apontam sobre ele querer imitar Seath seria de como o vemos ao encontra-lo. Logan esta sem sua roupa, ( Seath sem escamas), ele está em uma câmara onde Seath permanecia no nosso primeiro embate, ele o tranca na torre, caso te derrote, (assim como Seath o faz).

Enfim, verdade ou não, é bem interessante de se pensar a respeito, mas prossigamos.

Eu também já divaguei um pouco mais sobre esse lugar na parte 1, mas é aqui onde encontramos todas as monstruosidades e experiencias que Seath tem feito desde muito tempo. E adentrando ainda mais em seu covil, podemos ter nosso embate final com o mesmo, destruindo o único artefato e o mais próximo que o dragão conseguiu de atingir a vida eterna. O matando, conseguimos mais outro fragmento da alma de Gwyn.



Seath ganhou um lugar na lista das definições de insanidade no mundo dos games aqui do blog, caso quiserem conferir, só clicar AQUI.

+ Adicional 2



Existem várias possibilidades de acontecimentos para com Rhea e Petrus, é possível que você conheça a real personalidade de Petrus em determinado momento, onde ele mostra intenções assassinas para com Rhea. Caso você o ignore, ele irá mata-la. Mas, se você ir ao encontro dela, ou mata-lo antes que ele faça qualquer coisa, ela irá permanecer viva e até vender coisas pra você.

É aí que você se pergunta o que leva o Petrus a ser esse calhorda de uma figa. Ele parece nutrir algum ódio por ela, seria o fato dela provavelmente pertencer a nobreza em suas terras, ou algo mais específico?

Rhea, mesmo após ter consciência do fato de Petrus os ter abandonado, não guarda nenhum rancor do mesmo. Ela parece ser nobre ou ter algum status especial em suas terras, Thorolund. Isso fica evidente vendo que ela tem subalternos. Mas mesmo sendo da nobreza, não pode fugir do seu destino ao se transformar em undead e ter de ir buscar o Rito em Lodran. Infelizmente o destino de Rhea não é das melhores, mesmo após ser salva, ela é encontrada mais tarde trancafiada em Duke Archives, o que nos remete o fato dela ser uma Maiden. E que provavelmente deveria ser usada como cobaia em experiência de Seath, o dragão que adora roubar essas mulheres por algum motivo especial.

Mas quem a levou para esse lugar?

 É possível que na linha temporal dela, o Channeler dos seis olhos tenha a capturado e levado para o seu mestre, Seath. O que é coeso de se imaginar.

Anor Londor

Ainda em Anor Londo, agora temos um pouco mais de tempo para explorar os segredos desse estonteante lugar. Como TAMBÉM já abordei na parte um, sabemos que boa parte dos elementos que compõe essa cidade no presente são ilusões, arquitetadas pelo filho mais novo de Gwyn, Gwyndolin.

Não sei ao certo, mas creio que ele tenha sido o deus responsável pela "lenda do Chosen Undead", e o principal arquiteto no plano geral que moveu o destino de tantos acontecimentos nesse jogo, buscar alguém para linkar a chama e preservar a era dos deuses, um novo combustível, um novo "Senhor das Cinzas".

Caso a ilusão de Gwynevere seja "morta", Anor Londo irá mostrar sua real forma atual, um lugar escuro e sem vida, além de boa parte das criaturas que formam o lugar sumirem por completo.



Entre as ilusões estão os notáveis Silver Knights, nos levando a crer que nenhum sobrou nessa cor depois dos acontecimentos passados, ou pelo menos nenhum permaneceu em Anor Londo. E mais uma vez, levanto a questão de Ornstein e Smough serem ilusões ou não, vamos divagar um pouco a respeito.

Vamos primeiramente observar os anéis dos 4 cavaleiros pessoais de Gwyn. Como eu já mencionei, encontramos o Hornet Ring de Ciaran e o Covenant of Artorias perto do seu túmulo, o que mostra a ligação forte de ambos. O anel de Ghoug encontramos perto do Gigante Ferreiro em Anor Londo, também fazendo uma ligação entre os dois gigantes, apesar do Olho de Falcão ainda parecer bem mais eloquente, talvez pela influência da partilha de poder de Gwyn para com seus cavaleiros.

Esses três anéis são encontrados "longe" de seus donos, exceto por Ornstein, esse que ainda possui o seu anel. Claro, podemos levar em conta que uma ilusão está o usando, porém, uma ilusão iria dropar a alma de Ornstein?



Eu pessoalmente creio que lutamos com o verdadeiro, assim como Smough. Ambos encarregados com a missão de proteger uma ilusão que servia como ferramenta para prolongar a era dos deuses, em outras palavras, eles estavam encarregados de testar o escolhido e morrer no processo. Uma missão honrada dos cavaleiros para com seus deuses, para no que eles acreditavam. Apesar que podemos entender que Smough só tá nessa pra praticar suas "psicopátisses", mas enfim.

Imagino o quão solitário deve ter sido para o Ornstein ser o ultimo vivo dos seus amigos e ainda aturar o maluco de parceria na sua "ultima missão" de vida. Sobre sua aparição em Heide, ainda não sei o que pensar, mas vou deixar isso pra outro artigo.



E como eu já disse antes, Anor Londo também abriga um grande quadro, que é um portal para uma dimensão bem especial nesse mundo.

Um mundo recluso

A chave para entrar nesse lugar tão misterioso está bem longe, num lugar bem familiar para nós: Undead Asylum. Vemos que um Black Knight está guardando o lugar onde a chave foi deixada, uma "Estranha Boneca". Talvez, a ultima missão dada por Gwyn, e que esse guerreiro, mesmo depois de ter se tornado apenas uma sombra errante do que já foi um dia, ainda insistiu em completar. E é aqui que o derrotamos e podemos viajar de volta para finalmente adentrar esse mundo desconhecido.


Essa é a dimensão guardada pela perigosa divindade Velka, e criada a fim de guardar todas as criaturas que não teriam lugar no mundo convencional. O nome desse lugar é Painted World of Ariamis, e em outras palavras, Ariamis deve ser o (a) responsável por sua criação, e não necessariamente Velka, mas ninguém nunca liga pra isso, porque batatas, Ariamis nem tem descrições detalhadas mesmo.

E aqui é um lar para criaturas bem curiosas. De corvos humanoides à undeads com mutações esquisitas, até tipos de ratos diferentes e mais mortais, formam algumas das espécies de seres existentes nesse lugar. Aqui também encontramos um dragão zumbi, assim como vimos um aos arredores de Firelink Shrine.

E essas são criaturas que me fazem pensar. Dragões zumbis? Dragões vítimas da maldição? Talvez transformados assim depois de serem gravemente feridos na guerra contra os dragões no passado, ou talvez a maldição evoluiu a um nível extremo de verdade depois que a era das trevas começou e atingiu até mesmo eles. Não sabemos, mas com certeza é uma criatura que não deveria estar fora de Ariamis, apesar de existir pelo menos um fora que conhecemos.



A outra a fazer parte dessa "família" de criaturas notáveis, é com certeza a mais curiosa delas, Priscilla, aquela com o fato de simples existir ser uma afronta aos deuses, um pecado definitivo. A criação de Priscilla até hoje é um mistério. Alguns apontam como a filha de Seath com alguém, Velka ou pior, Gwynevere, e bem... O que penso sobre isso eu já expressei mais de uma vez aqui é... NÃO.

Eu pessoalmente, não acredito. Ela ser uma "filha" de forma tão convencional.... é um pensamento muito simples pra se indagar, apesar de existir a infeliz possibilidade para tal.

Creio que Priscilla seja um produto relacionado a Seath, apesar de contestar os métodos para sua criação, podemos mais ou menos tentar traçar um objetivo do mesmo, que era a busca da imortalidade. Podemos ver algo semelhante no futuro, entre Aldia, Vendrick e Shannaloth. Apesar de serem diferentes, há de se traçar um paralelo.

Priscilla, assim como Shannaloth, pode ter sido criado com um objetivo grandioso em mente, ou, no caso de Seath, podemos relacionar à sua busca pela imortalidade. Então, creio que são criaturas geradas artificialmente por algum método mais complexo. Não há nenhum indício conclusivo de nada, realmente, sua única ligação amplamente confirmada é com Velka.

Own.

Os deuses, vendo a sua existência como um pecado e uma afronta, provavelmente a tentaram hostilizar, o que levou a Velka a se padecer pela menina e a proteger. Como ela é a divindade que bota a porra da moral em qualquer deus do mundo de Dark Souls, provavelmente ninguém ousou mexer com ela, e Priscilla ficou guardada em Ariamis, e de lá fez seu valoroso lar.

A garota híbrida é pacífica, assim como, em teoria, todos desse lugar deviam ser. Ela não ataca o Chosen, que pode passar por ela e sair da dimensão sem ter que lutar.

E espero que vocês façam isso, seus putos.

+Adicional 3

Aqui em Ariamis, somos invadidos pelo Xanthous King, Jeremiah. Não sabemos muito sobre ele, apenas que é conhecido como o "exílio lendário", e tem o título de Rei em seu nome. O que nos leva a crer que ele deve ter comandado um reino antigo, e que acabou parando aqui por algum motivo específico. Ele também é capaz de usar pyromancia, o que nos faz acreditar que ele deve ter alguma ligação com As Irmãs do Caos, ou talvez até mesmo com Salaman, que acabou por espalhar essa técnica em lugares distantes de Lordran.


Seu corpo é encontrado perto de Priscilla, ele provavelmente ficou preso em Ariamis e não conseguiu sair. Desesperado, acabou sendo morto vezes o suficiente até virar um cadáver. E mais uma vez volto ao tópico de distorção temporal. Se ele conseguiu adentrar Ariamis, provavelmente ele voltou a Undead Asylum para pegar a "Chave" para essa dimensão, logo, talvez possamos ver que a distorção temporal TALVEZ deva se expandir além de Lordran. Apesar de não ter maiores fatores mais consistentes que comprovem isso. Eu pessoalmente acho que apenas Lodran possui distorção, devido aos diálogos que deixam isso explicito serem apenas referente à ela como algo especial e único.

Então podemos afirmar que o Sr. Jeremiah deve ter parado aqui de outra forma.


Outro fator MUITO interessante encontrado em Ariamis, são os Crow Demons, aqueles corvos humanoides que pairam por aqui, inclusive, existe uma em DS2 que é bem curiosa também.

"Eu sempre pensei em Ariamis como um lugar que os seres vão para "escapar" do mundo "comum", e os "crow demons" não fogem dessa regra. Eles foram originalmente criados para serem adoradores de Velka cujo os corpos foram deformados por sua obsessão. Eu acho que essa obsessão torna essas criaturas bem interessantes." -  Miyazaki, o diretor do jogo, sobre esses seres. 

Os pilares ancestrais

E chega a hora de adentrar um dos lugares mais incríveis da série Souls, o provável recinto mais antigo do mundo em que estamos, onde residem os restos das criaturas que uma vez foram soberanas de tudo, e que possui alguns vestígios da violenta guerra que aconteceu há milênios, Ash Lake.

Uma paisagem estonteante, com uma música de fundo totalmente impactante, é com certeza um dos cenários favoritos da maioria que conhece essa série a fundo, literalmente. *BADUN TSS*.


Para chegar nesse local, precisamos adentrar as raízes do mundo, "O Great Hollow", ou "Grande Buraco", localizado perto de Lost Izalith. Esse lugar ainda consegue ser mais profundo que a Tumba dos Gigantes ou até mesmo Lost, em outras palavras, o fim do mundo, realmente. Aqui encontramos os famosos cogumelos humanoides, o que mostra que essas criaturas devem ser bem antigas no mundo de Dark Souls. Aqui também é lar de restos dos antigos dragões, criaturas gigantescas caídas pelas areias brancas extensas do lugar. Imagino o quanto de informação perdida deve estar dentro desse profundo e amedrontador mar azul que cobre praticamente toda a área.

Alguns acreditam que Ash Lake seja o "chão" do mundo, enquanto Lordran tenha sido feita entre as nuvens, e todos os outros continentes criados em cima de outro plano feito pelos deuses. Outra visão é que esse pilares, (árvores) se estendiam muito mais até a "superfície" que conhecemos. E lá, houveram transmutações geográficas causadas pelo tempo e pelos deuses. Ash Lake seria o mais próximo da "origem" desses caules, e eu gosto pessoalmente dessa visão. Mas claro, isso é aberto a muitas interpretações.

Algo interessante que encontramos aqui é um crânio de alguma criatura. Eu não sei bem se dá pra dizer que isso era um dragão... Talvez um demônio do passado? Talvez um demônio que saiu de Lost Izalith, talvez ainda mais antigo, não dá pra saber.

Mas é realmente curioso.



Aqui também encontramos uma hydra violenta, e levantamos uma questão. Podemos ver que as hydras são criaturas relacionadas a dragões, talvez viveram na mesma época como raças paralelas, ou talvez são remanescentes. Uma teoria do meu amigo pirata verde Vann que faz muito sentido, é a de que elas nascem de restos de dragões. Então, a que surgiu em Basin, pode ser de restos mortais de Kalameet, que foi morto lá em outrora. E bem, isso faz todo sentido do mundo, e acho pertinente expor pra vocês.


Existe uma Concept dela inicial, onde vemos uma criatura monstruosa em baixo, mas creio que tenha sido um desing abandonado, afinal vemos que ela é um ser unicamente marinho vendo detalhadamente sua parte inferior, olhem o VIDEO.
Ver essa criatura pulando pro outro lado durante a batalha foi um dos momentos mais "UOOOOOOW MEU DEUS, ME AJUDE" que já tive jogando algum jogo na vida, com certeza. Ainda mais com aquela música de fundo pra deixar tudo mais absurdamente épico. Que experiência FODA que é jogar Dark Souls, pessoal.

Ignorando meu momento fanboy, prossigamos.

Espero ter mais experiências assim em DS3, porque DS2 não promoveu nada disso, apesar do enredo ter atingido os níveis mais incríveis da série, e se discorda, olhe de novo, e de novo...

Ash Lake é o lar do Stone Dragon, um dos poucos sobreviventes da batalha contra os Lords, que permanece aqui pacificamente como uma criatura absoluta e imune.

"É um boato, mas eu ouvi que um dragão antigo sobreviveu e reside nestas terras. Uma "seita" de undeads serve o dragão, eles treinam para se transformarem em dragões. Parece improvável, mas nunca se sabe, não é?" - Domhnall of Zena, o vendedor mais "vida loka" do mundo de Dark Souls.


Lembro que quando eu soube dessa transformação, eu fiquei maluco pra conseguir. E o pior é que nessa época ainda eram poucos os que tinham conseguido a façanha. Até no youtube eu lembro de não ser fácil achar uma explicação de como chegar nisso. Foi depois de algum tempo que consegui. E cara... Vou te contar, foi o maior balde de água fria em mim. 

Ahiahiahia
Mas, do ponto de vista de elemento no mundo de Dark Souls é algo realmente incrível. Uma transmutação parcial em dragão, uma habilidade talvez concedida apenas aos humanos? Como esse dragão mudo de uma figa deve ter passado essa "cultura" para seus seguidores? Bom, isso é um mistério. Um fascinante mistério. É interessante ver que em DS2 existe alguma espécie de "remanescentes" dessa cultura. 

+Adicional 4

Lembram do Cebola? Siegmeyer of Catarina, o cavaleiro que veio explorar Lordran buscando aventura, apesar de sua filha Sieglinde ser contra. Chegou finalmente o momento oportuno para falar dele.




Siegmeyer é um NPC que passa por várias áreas de Lordran. Chosen Undead o encontra primeiramente em Sen's, e o ajuda. Dali, ele começa a vagar por vários outros lugares, o que mostra que mesmo atrapalhado, ele conseguiu se dar bem até certo ponto por essas terras. Ou quem sabe ele deu a sorte dos mundos temporais se "conectarem" e ele apenas seguir o caminho que o Chosen Undead "moldou". Um caminho bem livre, de fato. Em dado momento do jogo, encontramos Sieglinde, que está preocupada a procura do pai pelas terras de Lordran.




Mas, as aventuras desse bravo e atrapalhado cavaleiro se encerram em Ash Lake, quando ele acaba por se tornar um hollow e ataca a sua própria filha, que após tanto tempo seguindo os rastros do pai, quando finalmente o acha, é obrigada a mata-lo. Infelizmente quando nós os encontramos, já é tarde demais, e só podemos a ver chorando sobre o corpo do mesmo. O que só demonstra o quão terrível é a maldição da hollowficação, e o porquê vermos Vendrick e Aldia tão desesperados a fim de parar com isso em DS2, junto de muitos outros que tentaram.

Feels Souls

Cinzas

Agora, para o Chosen Undead, só resta cumprir seu ultimo objetivo. Adentrar o lugar onde Gwyn permanece, e derrotar o Senhor das Cinzas, apenas uma casca vazia do que um dia foi o lendário Senhor da Luz, o Lord Gwyn.

Antes, ele precisa saciar o Lordvessel com as 4 Grandes Almas do novo ciclo. Mas, peraí, novo ciclo?

Percebam que estamos munidos com 4 almas. Uma de Nito, Uma da Bed of Chaos, uma de Seath, e uma dos 4 Reis. O que nos leva a crer que cada fragmento da alma de Gwyn, se unido com os seus novos donos, ganhou um aspecto único. São essas 4 que vão parar no Lordvessel, e são essas 4 que renascem no ciclo que é mais explicado no artigo sobre a Cronologia de Dark Souls 2. Podem acessa-lo clicando AQUI.

O lugar que O Senhor das Cinzas reside se chama Kiln of The First Flame, (Fornalha) onde Gwyn usou sua alma, mente e corpo como combustível numa forma desesperada de manter a era dos deuses, um processo que acabou envolvendo todos os presentes, inclusive seus fiéis cavaleiros. Pra muitos, considerado o "Primeiro Pecado", que pode ter sido o causador do desequilíbrio na roda do destino dos acontecimentos do mundo de Dark Souls. O próprio Aldia parece nutrir muita desafeição pelo antigo Senhor da Luz, o que nos leva a crer que ele o considere culpado.


Kiln, como eu já falei antes, é um lugar muito fascinante, e parece, apesar de fazer parte dos limites existenciais de Lodran, ser uma dimensão isolada e paralela. Parecia ser uma construção muito detalhada, provavelmente para manter o lugar onde a Chama Primordial nasceu. Hoje, toda essa construção se encontra carbonizada, criando um dos cenários mais incríveis desse jogo.


A batalha contra o que sobrou de Gwyn é embalada numa música melancólica, o que remete bem o sentimento da luta e do boss, e forma uma das experiências de batalha mais interessantes da série Souls.

É depois daqui que devemos decidir qual o destino seguir, e isso também é muito mais abrangente no artigo sobre Dark Souls 2. Cliquem AQUI se quiserem ler em sequência.

Considerações finais

Pois é, leitores deste recinto multiversal! E é aqui que eu encerro a ultima parte sobre a cronologia de Dark Souls, porém não a ultima dos nossos estudos sobre a série.  Foi uma ideia maluca e trabalhosa, mas que me diverti bastante no processo. Espero que vocês entendam o objetivo e como foram feito todos esses textos. Apenas quis sequenciar os eventos, explicando e comentando pessoalmente cada um deles.



Mais uma vez, quero ressaltar aqui que não sou nenhum especialista em Dark Souls, apenas um fã que escreve sobre, afinal, gosto de escrever, tenho um site e... hm, acho que isso explica. Espero que esses textos o façam divagar, pensar e interpretar tudo desse incrível universo. Afinal, esse foi o intuito, e fico feliz que alguns já o fazem por aí, os lendo. Se vocês querem saber de onde tiro minhas informações, digo que 90% delas são in game e em wikias, os outros 10%  são conversas com amigos, achismo e divagações pessoais.

Existem bem mais detalhes e elementos pequenos, porém bem significativos, (pelo menos pra mim) nesse jogo, mas não é possível colocar tudo num texto sem que ele perca totalmente seu seguimento.

Mas logo terei a chance de divagar sobre eles, num artigo especial que sairá em breve. Sim, um artigo ESPECIAL, que já está no forno e que irei fazer mistério porque sou bobão, mas se preparem pra indagar sobre GRANDES SEGREDOS dessa série.

Ainda devo falar bastante de Dark Souls nesse blog, e nem preciso dizer também que depois de Dark Souls 3 estarei louco para escrever.

 O de sempre, se quiserem seguir o blog, curtam a página, pois tudo será postado lá. Sugestões e rages sempre bem vindos nos comentários. 


Aqui me despeço, até dia MIL pra vocês!


Hoje temos um artigo MEGA ESPECIAL MIL, onde nós pretendemos abordar os temas dessa série num texto onde três autores focam em suas respectivas particularidades. Mais apresentações são desnecessárias, creio, então vamos direto ao assunto!

Ah, e... SPOILER SPOILER SPOILER!!! . Estejam avisados.

Comecemos com o Vann e MGS1!

Metal Gear Solid 1 - O destino definido pelos genes





Metal Gear Solid foi um jogo que marcou uma geração e trouxe de volta o gênero Stealth como nunca. Como é de costume da série, a cada jogo que passa só melhorias acontecem, tanto que Metal Gear continua se reinventando até hoje, mostrando mecânicas novas a cada título.




Pelo menos pra mim, o mais fascinante de uma boa história não é apenas ela em si, mas os mistérios que elas deixam em aberto para a galera especular. Sim, enredos sutis o suficiente para deixar os fãs malucos em fóruns e sites obscuros são meus preferidos (não é atoa que sou fascinado por Dark Souls e Berserk) e eu admito que viajo lendo várias teorias, até mesmo as bem malucas (mas tem algumas tão viajadas que extrapolam até o meu gosto por maluquice).

Enfim, meu fascínio por histórias desse tipo me levou a conhecer uma das mais incríveis obras que eu já vi : As Crônicas de Gelo e Fogo... ok, o que me fez conhecer foi a série Game of Thrones, mas meu fascínio por enredos misteriosos também ajudou, juro. Quem pensa que o único talento do criador da obra, George R. R. Martin, é nos fazer gostar dos personagens para depois mata-los das formas mais cruéis possíveis e traumatizar todo mundo, está enganado. Eu acho incrível como ele conseguiu criar um mundo rico, complexo, cheio de mitologia e mistério. E pra mim um dos mistérios mais intrigantes desse mundo (assim como da vida real) são as religiões e seus deuses.

Eu sei que falar de religião e deuses (até mesmo fictícios) é complicado. Já vi algumas pessoas tretando em fóruns por aí — tipo uma guerra santa virtual — defendendo que uma religião é verdadeira e a outra não, e vi outros brigarem por não acreditarem de jeito nenhum que existem deuses no mundo de As Crônicas de Gelo e Fogo. Pois é, ainda estamos falando de uma obra fictícia aqui, acreditem. Enfim, eu não sei se os deuses existem, mas eu sei (e acredito que vocês também) que existe algo mais por trás de algumas religiões e crenças nas Crônicas, sendo deuses ou não. E é sobre isso — e outras coisas  — que pretendo falar aqui.

Começando pelos deuses antigos do norte. Vou tentar falar sobre a história dessa crença, da cultura e dos povos que a seguem, e principalmente, tentar explicar e teorizar sobre a magia, os mistérios, e a importância desses deuses para a história em geral e para os próximos livros (e serve até para a série também, eu acho). E pra isso vou ter que dar alguns SPOILERS, principalmente do Bran no quinto livro, A Dança dos Dragões. 

Está avisado hein.

Os deuses antigos quando não eram antigos


A adoração aos deuses antigos vem de muito, mas MUITO tempo atrás, em uma era conhecida como Era da Aurora, a primeira era conhecida do mundo (o que não significa que é a primeira, e sim que não se sabe de nada da história antes dela). Nessa época o continente de Westeros não era habitado por humanos, e era predominado por duas raças, os Gigantes e os Filhos da Floresta. Os Gigantes eram bárbaros, viviam em cavernas  e não adoravam nenhum tipo de deus (que eu saiba), já os Filhos da Floresta eram totalmente diferentes.



Pequenos e frágeis como crianças (eu imagino eles como pequenos elfos) eles viviam dentro de bosques, florestas, cavernas, e era um povo muito unido (pelo menos é a impressão que eu tenho). Na verdade ‘’Filhos da Floresta’’ é um nome dado a eles pelos Primeiros Homens quando esses chegaram em Westeros, por causa da aparência infantil deles. O que é engraçado, pois por viverem muito mais tempo e serem muito mais sábios do que os humanos, os Filhos na verdade consideram os humanos as verdadeiras crianças (o que é bem verdade).

Eles chamam-se  entre si de ‘’aqueles que cantam a canção da terra’’, pois tinham uma conexão muito forte com a natureza, talvez uma conexão maior do que qualquer outra espécie no mundo. E através dessa forte conexão que o culto aos deuses que ainda não eram antigos teve seu início. Os Filhos criaram a adoração aos deuses e todas as suas tradições. Uma crença que não precisa de livros, credos, sarcedotes... tudo o que eles precisavam era a própria natureza. Eles preservavam os represeiros, árvores de tronco branco e folhas vermelhas, pois segundo a crença comum, os Filhos acreditavam que os represeiros eram sagrados para os deuses. Por isso mesmo eles esculpiam rostos nessas árvores, para que os deuses pudessem observar e proteger seu povo através dos represeiros. Tudo de importante era feito diante dos represeiros, pois não havia mentiras diante dos deuses (devo ter escrito ‘’deuses’’ umas MIL vezes só nesse parágrafo, imagina no artigo todo quando acabar).

E então os Primeiros Homens invadiram Westeros através do Braço de Dorne — que ligava Westeros a outro continente e terra natal dos homens, Essos. Eles encontraram os Filhos, viraram amigos e viveram felizes durante muit...pff, claro que não. É de humanos que estamos falando afinal.

O que na realidade aconteceu é que os Primeiros Homens chegaram na nova terra, com bronze e cavalos, e começaram a queimar os represeiros sagrados, o que certamente emputeceu demais os Filhos. E assim começou a guerra entre Filhos da Floresta e Primeiros Homens, uma guerra que não durou muito, durou apenas uns DOIS MIL ANOS. Sério, DOIS MILÊNIOS DE GUERRA. Eventualmente as duas partes fizeram um Pacto pra acabar com a pequena treta, e passaram a viver pacificamente desde então.



O Pacto dividiu terras para ambos os lados, com os Filhos ficando com os bosques e os primeiros homens com todo o resto. Foi a partir de então que os homens começaram a construir seus reinos e castelos por todo continente. Existe algumas teorias de que casamento entre Filhos e Primeiros Homens também faziam parte do pacto, e os nortenhos da atualidade são descendentes dessa união. Apesar de eu curtir essa teoria, não é nada confirmado. Falo mais disso depois.

Essa é a ilha onde foi feito o Pacto. Os Filhos esculpiram rostos em diversos represeiros na ilha para os deuses presenciarem o Pacto, e a ilha ficou a partir de então conhecida como Ilha das Faces


Os Filhos resolveram ensinar sobre os deuses para os Primeiros Homens, e esses caíram na armadilha aderiram a essa crença, passando a seguir todas as suas tradições, inclusive construindo bosques sagrados dentro de seus castelos com um único represeiro como forma de adoração aos deuses. Esses represeiros são chamados de árvore-coração. A crença nesses deuses foi abalada quando, muito tempo depois, um segundo grupo de humanos — mais avançados do que os Primeiros Homens, com armas e armaduras de ferro — invadiram Westeros. Esses eram os vândalos Andalos, que trouxeram uma nova fé consigo, a Fé dos Sete. Eles destruíram os represeiros, guerrearam contra os Filhos e contra os Primeiros Homens, e tomaram boa parte de Westeros no processo, substituindo os deuses dos Filhos pelos seus novos deuses (foi a partir de então que os deuses dos Filhos ficaram conhecidos como deuses antigos).

Esses orelhudos são os Filhos enfrentando os Andalos


Mas os Andalos por mais fodões que fossem, não conseguiram tomar o norte de Westeros para si, por isso os nortenhos são praticamente o único povo de Westeros que ainda tem sangue dos Primeiros Homens e seguem a crença dos antigos deuses. Sim, o povo nortenho é extremamente fiel a seus ancestrais e graças a eles a fé nos antigos deuses se mantém viva até os dias atuais.

Ok, mas o que são exatamente esses deuses antigos? A resposta mais óbvia e segura é de que eles são ‘’elementais’’, apenas espíritos da natureza. Faz sentido, pois os Filhos são bastante ligados a natureza mesmo. Mas porque eles consideram os represeiros tão especiais?  .

‘’Os meistres lhe dirão que os represeiros são sagrados para os deuses antigos. Os cantores (Filhos da Floresta) acreditam que os represeiros são os deuses antigos. Quando os cantores morrem, passam a fazer parte dessa divindade’’ (A Dança dos Dragões, Bran III)
                                                                                                   

Então, ao contrário da crença popular (crença essa difundida pelos meistres, tão confiáveis quanto os historiadores da vida real) os represeiros não são apenas um símbolo sagrado para os Filhos, eles são os próprios deuses antigos. Para entender do porque é preciso falar de algo que não falei ainda...

A magia dos Filhos da Floresta



Na minha opinião os Filhos tem uma relação bem diferente com seus deuses em comparação aos humanos. É inegável que os homens levam sua crença muito a sério, mas é apenas uma superstição (do tipo...'' ah to com problema, vou ali rezar na árvore'') uma tradição passada de geração em geração nas famílias dos homens. Já os Filhos, por serem tão ligados assim com a natureza, tem uma ligação direta com seus deuses através de magia. Os Filhos por si só já são uma espécie bem ''mística'', alguns eram troca-peles, podendo entrar na mente de um animal e controla-lo, outros tinham sonhos proféticos conhecidos como sonhos verdes, mas existiam alguns indivíduos extremamente raros e especiais dentre eles com um poder mágico muito além dos outros. Existe uma lenda de que esses ''escolhidos'' usaram o poder da natureza através de sua poderosa magia durante a guerra com os Primeiros Homens para quebrar o Braço de Dorne, tentando impedir que os homens chegassem a Westeros (é apenas uma lenda não confirmada, mas tal poder poderia explicar porque uma raça tão frágil como os Filhos conseguiram lutar por dois milênios com os Primeiros Homens). Esses magos poderosos eram chamados de videntes verdes.

Os videntes verdes pra mim são um dos conceitos mais fascinantes de todo o mundo de As Crônicas de Gelo e Fogo. Eles ''fundem'' suas consciências — seu próprio ser — com um represeiro, e ai que entendemos o que de especial tem essas árvores. Os videntes verdes se tornam um só com a rede de represeiros espalhados pelo mundo, conseguindo manter seus corpos vivos mesmo depois de MUITO tempo, e viajam com suas consciências pelo próprio tempo e espaço para observar através dos represeiros.

''Bran fechou os olhos e libertou-se da pele. Para dentro das raízes, pensou. Para dentro do represeiro. Transforma-te na árvore. Por um instante conseguiu ver a caverna no seu manto negro, conseguiu ouvir o rio a correr em baixo. 

Depois, de repente, estava de novo em casa. 

O Lorde Eddard Stark estava sentado numa pedra ao lado da profunda lagoa negra no bosque sagrado, com as pálidas raízes da árvore-coração a retorcerem-se à volta dele como os braços nodosos de um velho. A espada Gelo estava ao colo do Lorde Eddard, e ele limpava a lâmina com um oleado. 

— Winterfell— murmurou Bran. 

O pai ergueu o olhar. 

— Quem está aí? — perguntou, virando-se... 

... E Bran, assustado, afastou-se. O pai e a lagoa negra e o bosque sagrado desvaneceram-se e desapareceram e ele viu-se de volta à caverna, com as pálidas e grossas raízes do seu trono de represeiro a embalar os seus membros como uma mãe embala um filho. Um archote ganhou vida na sua frente.''  (A Dança dos Dragões, Bran III)

Aqui acabamos de presenciar Bran — que está treinando pra liberar seus dons de vidente verde (falo disso depois) — voltando no tempo e vendo seu pai no bosque sagrado de Winterfell (que foi? Eu disse que teria uns spoilers, não vá me xingar).

Por mais maluco que isso possa parecer, é por isso que os represeiros são tão importantes para os Filhos: eles fazem seus videntes verdes transcender o próprio tempo e espaço e observar eras e eras através dos represeiros (e ainda já vi gente falando que os POV do Bran são perda de tempo, sendo que revela um dos conceitos mais fodas de todo universo da obra. Parabéns pra essas pessoas! Vocês são demais!).

''Um leitor vive mil vidas antes de morrer — disse Jojen. — O homem que nunca lê só vive uma. Os cantores da floresta não tinham livros. Não tinham tinta, nem pergaminho, nem língua escrita. Em vez disso tinham as árvores, e acima de tudo os represeiros. Quando morriam, transferiam-se para a madeira, para folhas e ramos e raízes, e as árvores recordavam. Todas as suas canções e feitiços, as suas histórias e preces, tudo o que sabiam sobre este mundo. Os meistres lhe dirão que os represeiros são sagrados para os deuses antigos. Os cantores acreditam que eles são os deuses antigos. Quando os cantores morrem, passam a fazer parte dessa divindade.'' (A Dança dos Dragões, Bran III)

A partir disso não é muita loucura dizer que os videntes verdes tem acesso a todo um histórico de informações de várias gerações passadas — ou até passa a fazer parte de uma espécie de consciente coletivo de todos os antepassados— nesse sentido, os videntes verdes são equivalentes a xamãs, uma pessoa especial da tribo que tem acesso a um conhecimento transcendental, uma ponte que liga o mundo material com a sabedoria de um ''mundo superior''.

Mas apesar de tudo isso fazer parecer que eles são magos extremamente poderosos, não acho que eles poderosos no sentido exagerado de, sei lá, summonar um meteoro na hora que quisessem. Acho que a influência deles no mundo é sútil, não algo direto e overpower que possa parecer um Deus Ex Machina na história (talvez a influência deles era mais direta na guerra contra os Primeiros Homens porque estavam no seu auge de poder, mas mesmo assim não era tão exagerado pois não conseguiram nem vencer a guerra). E outra, eles podem viajar pelo tempo, mas não pode muda-lo, apenas aprender com ele (imagina a bagunça que história não viraria se eles pudessem mudar o passado ou futuro?)

Importante dizer também que os represeiros não tornam uma pessoa um vidente verde, ela já nasce um. Um represeiro apenas expande seu poder... mas como diabos eles fazem isso?.

O sacrifício de sangue aos ''deuses''



''Tinha uma tigela de represeiro nas mãos, esculpida com uma dúzia de caras como aquelas que as árvores-coração ostentavam. Lá dentro trazia uma pasta branca, espessa e pesada, com veios vermelhos escuros a atravessá-la. — Tens de beber disto — disse Folha. Entregou a Bran uma colher de pau. 

O rapaz olhou para a tigela com incerteza. 

— O que é? 

— Uma pasta de sementes de represeiro. 

Algo no aspeto da coisa deixou Bran maldisposto. Supunha que os veios vermelhos fossem só seiva de represeiro, mas à luz dos archotes pareciam-se notavelmente com sangue. Mergulhou a colher na pasta e hesitou. 

— Isto fará de mim um vidente verde? 

— O teu sangue faz de ti um vidente verde — disse o Lorde Brynden. — Isto vai ajudar a 
despertar os teus dons, e vai casar-te com as árvores.''  (A Dança dos Dragões, Bran III)

Ai vemos que um vidente verde já nasce sendo vidente verde, mas a seiva dos represeiros desperta e amplifica os seus poderes. Mas o que há de especial nessa ''seiva''? Existe uma famosa teoria de que essa seiva que o Bran toma na verdade é sangue do seu amigo Jojen. Essa teoria é controversa e muita gente se recusa a acreditar nela porque eles acham inaceitável que Bran, um dos supostos ''heróis'' da história faça canibalismo ao beber o sangue de uma pessoa ( ainda mais de um amigo). Bem, independente de ser sangue do Jojen ou não, eu acredito que é realmente sangue que ele tomou. Isso porque é dito que no passado eram feitos sacrifícios humanos para os deuses. E uma outra passagem do livro — quando Bran tem outra visão de um passado ainda mais distante — parece indicar isso.

''E agora os senhores que Bran vislumbrava eram altos e duros, homens severos vestidos de peles e cotas de malha. 

Alguns tinham caras de que ele se lembrava das estátuas nas criptas, mas desapareciam antes de conseguir ligar um nome a essas caras. 

Depois, enquanto ele observava, um homem barbudo forçou um cativo a cair de joelhos perante a árvore-coração. Uma mulher de cabelo branco aproximou-se deles através de um monte de folhas caídas, vermelhas escuras, com uma foice de bronze na mão. 

— Não — disse Bran — não, não faça isso— mas eles não conseguiam ouvi-lo, tal como o pai não o ouvira. A mulher agarrou o cativo pelo cabelo, encaixou a foice em volta da sua garganta e cortou-a. E através da névoa dos séculos, o rapaz quebrado só conseguiu observar enquanto os pés do homem tamborilavam na terra... mas quando a vida fluiu para fora do seu corpo numa maré vermelha, Brandon Stark conseguiu saborear o sangue.'' (A Dança dos Dragões, Bran III).

Isso não é uma prova concreta, mas é algo considerável. Segundo a teoria, sacrifício de sangue oferecidos aos represeiros é o que desperta os poderes de um vidente verde, lembrando que sangue  é um conceito mágico muito importante no mundo das Crônicas, então não é nenhuma maluquice pensar que sangue poderia aumentar os poderes mágicos dos videntes verdes. Isso é uma teoria que eu particularmente acredito. Agora, se o sangue que o Bran tomou foi do Jojen mesmo, só vamos saber quando o próximo livro sair, no dia MIL. E outra, seria por isso que os Filhos resolveram ensinar sobre os deuses para os Primeiros Homens e converte-los  para essa crença? Para além de espiona-los através dos represeiros, faze-los sacrificarem pessoas para aumentar seus poderes? Quem sabe...

Outra coisa que quero destacar é que pelo que eu saiba, os videntes verdes surgiram no passado dentre os Filhos da Floresta — e apenas dentre eles. Então, por que humanos como Brynden Rivers e Bran são vidente verdes? A resposta, o próprio Brynden Rivers nos deu ali acima.

A linhagem mágica do norte 


''O teu sangue faz de ti um vidente verde''

Então, se os dons mágicos dos videntes verdes (e até alguns menos poderosos, como troca-peles) surgiram e estão ligados aos Filhos da Floresta, essa frase de Brynden Rivers praticamente confirma a teoria de que houve casamentos entre os Filhos e os Primeiros Homens,  e assim suas linhagens se mesclaram. Talvez foi realmente parte do pacto. Além disso, apenas pessoas com sangue do norte (os únicos descendentes dos Primeiros Homens) até agora demonstraram habilidades semelhantes aos Filhos da Floresta, como trocar de peles. Sim, essa teoria está fazendo total sentido  mas aposto que alguns de vocês estão pensando: ''ô retardado de nome estranho, e esse Brynden Rivers, hein? Ele é nortenho? Claro que não, acabei de fazer uma pesquisa na wiki e vi que ele é Targaryen. Cala boca ai você, só fala bosta, essa teoria não tem nada a ver!''

Bloodraven é um dos personagens mais fodões dessa história, e se você discorda, sinto lhe dizer... você é um bobalhão!


Primeiro de tudo, acalme-se, nada de exaltações. Vamos falar brevemente de Brynden Rivers, mais conhecido como Bloodraven. Ele realmente é Targaryen, um dos filhos bastardos de Aegon IV, rei mais desprezível dos Sete Reinos. O Reino e a família Targaryen pelo que parece eram bem importantes para Brynden, que serviu como Mão do Rei e praticamente comandou o reino durante muito tempo, além de lutar do lado dos Targaryens e matar seu meio irmão também bastardo Daemon I Blackfyre — em uma rebelião causada indiretamente pelo pai Aegon, que no leito de morte legitimou todos os seus bastardos. Já nessa época, Brynden tinha fama de mago, era dito que ele tinha ''MIL olhos e mais um'' e sabia de tudo o que acontecia no Reino (os mais céticos dirão que ele apenas tinha espiões, tipo um Varys da vida, mas acredito que essa fama dele tem a ver com sua habilidade de trocar de peles).

Tempos depois foi enviado para a Muralha por ter matado um dos filhos de Daemon, Aenys Blackfyre, quando não deveria ter matado, e logo se tornou Senhor Comandante da Patrulha da Noite — sim, ele comandou o Reino como Mão e comandou a Patrulha da Noite como Senhor Comandante, esse cara é foda. Depois Brynden desapareceu nas terras pra lá da Muralha e foi dado como morto (mas todos sabemos o o que aconteceu com ele).

Mas o que muitos se esquecem por não prestar atenção na parte feminina da linhagem é que a mãe de Brynden é Melissa Blackwood, e a Casa Blackwood são descendentes dos Primeiros Homens. Então, Brynden Rivers tem sangue de Targaryen e dos Primeiros Homens, o que o torna duplamente foda e não desvalida a teoria.

Na minha opinião dar o poder de videntes verdes para os Primeiros Homens através da linhagem sanguínea foi um dos motivos para que os Filhos tenham aceitado o Pacto e o suposto casamento entre ambos. Mas não porque eles queriam compartilhar esse poder com os humanos, até porque foram esses que causaram guerra e tanta destruição, dar um poder desse tipo a eles seria muito perigoso...e burro, muito burro. Eu acho que eles fizeram isso como uma garantia de que, se a quantidade de Filhos da Floresta diminuísse muito e não tivesse mais nenhum vidente verde disponível, eles poderiam se esconder e usar os videntes verdes humanos a seu favor. E isso eventualmente aconteceu.

Primeiro teve a apocalíptica Longa Noite, o inverno sem fim onde segundo as lendas, os Filhos e Primeiros Homens tiveram de se unir e lutar contra os misteriosos Outros (ou White Walkers) na sangrenta guerra que ficou conhecida como Batalha da Aurora. 

A Longa Noite foi um evento global e diversas culturas a descrevem de maneira diferente, mas a maioria tem algo em comum: um herói lendário que acabou com a escuridão


Depois veio a também sangrenta invasão dos Andalos, que além de dizimarem boa parte dos Filhos e dos Primeiros Homens, destruíram os represeiros em boa parte de Westeros... o que deve ter enfraquecido o poder dos poucos Filhos que sobreviveram.  Talvez eles viram esse futuro sombrio e cheio de terrores e decidiram garantir o poder de sua magia na linhagem dos Primeiros Homens, mas revelariam esse poder a eles apenas quando fosse conveniente. Nos mais de MIL anos de paz entre Primeiros Homens e Filhos da Floresta antes dessas tretas, é possível que muitos humanos fossem videntes verdes mas passaram suas vidas todas sem saber, porque não desenvolveram seus poderes. Somente quando a coisa apertou para os Filhos que eles resolveram revelar os poderes mágicos aos videntes verdes humanos e usa-los a seu favor.

Claro que essa é uma teoria que acabei de bolar aqui, sinta-se livre para repudia-la e me xingar se quiser... ou pegar de maneira mágica uma parte do livro que contrarie essa teoria. Sério, não sei como a fanbase das Crônicas conseguem achar precisamente as citações dos livros de maneira tão rápida. Ou vocês tem uma baita memória ou são bruxos. BRUXOS!

Enfim, eu acho que os Filhos estão usando videntes verdes — como Brynden Rivers, Bran, e talvez outros antes deles que não sabemos — com algum propósito.

O objetivo dos Filhos e a importância de Bran




                                       Você nunca mais voltará a andar, Bran... mas irá voar. 


É praticamente certo que Bran vai substituir Brynden como vidente verde, ele foi escolhido pra isso. Muitos adultos troca-peles passam a vida toda só conseguindo entrar em corpos de animais — e nada mais — mas Bran mesmo sendo uma criança conseguiu trocar de peles com um humano! Isso é extremamente difícil, o moleque é realmente um prodígio. Enfim, a pergunta é o que diabos vai acontecer com ele quando substituir Brynden. Primeiro, não acho que ele vá sair dessa caverna — até porque não faz mais sentido, ele não pode mais andar mesmo...no entanto ele vai poder fazer algo muito melhor: voar.

Existem muita gente querendo achando que ''voar'' quer dizer automaticamente ''voar em um dragão'', algo que eu sinceramente não consigo entender, mas enfim.. Sim, seria bem bacana mesmo o Bran poder trocar de peles com um dragão, mas me desculpem, não acho que isso vá acontecer... quer dizer, pode até acontecer mas não foi isso que Brynden quis dizer quando disse que Bran iria voar, e sim que ele vai desenvolver seus poderes de vidente verde e fazer o que eles fazem: viajar com sua consciência pelo tempo e espaço. Mas mesmo que o ''voar'' seja algo mais literal, Bran já voou quando começou seu treinamento com Brynden:

Bran escolhera uma ave, e depois outra, sem sucesso, mas o terceiro corvo fitara-o com astutos olhos negros, inclinara a cabeça, soltara um quorce fora assim de repente que deixara de ser um rapaz a olhar para um corvo para passar a ser um corvo a olhar para um rapaz. A canção do rio tornara-se de súbito mais sonora, os archotes arderam um pouco mais brilhantemente do que antes e o ar enchera-se de estranhos cheiros. Quando tentara falar, a voz saíra num grito e o seu primeiro voo terminara quando colidira com uma parede e acabara dentro do seu corpo quebrado. O corvo não se magoara. Voara para ele e aterrara-lhe no braço. Não muito tempo depois, já voava pela caverna, serpenteando por entre os longos dentes de pedra que pendiam do teto, batendo mesmo as asas por cima do abismo e descendo para as suas frias e negras profundezas. (A Dança dos Dragões, Bran III).

Pois é, Bran está treinando pra substituir o Brynden e se tornar um poderoso vidente verde, mas quando isso acontecer, o que ele fará com seus poderes? Ele poderá usar os seus poderes para ajudar as pessoas que ele ama, ou terá que seguir a ''agenda'' dos Filhos da Floresta? Eu me pergunto isso porque, como disse antes, acho possível que a consciência de um vidente verde possa acessar uma espécie de consciente coletivo dos antepassados — nesse caso, dos antepassados dos Filhos. Nesse sentido, será que os videntes ainda mantém sua personalidade individual, ou suas consciências passam fazer parte desse consciente coletivo, perdendo a individualidade no processo? A possibilidade de personagens perderem suas identidades individuais não é algo inédito nas Crônicas (só lembrar de Arya e os Homens Sem Rosto).



Mas Brynden parece ainda manter a sua personalidade — ele se lembra claramente dos fantasmas de seu passado (um irmão que odiava, uma irmã que amava), mas será que ele mantém uma vontade própria e pode usar seus poderes para o que quiser, ou os Filhos apenas estão usando os poderes dele para benefício próprio? Talvez os Filhos o convenceram de que o objetivo deles é o correto e eles estão trabalhando em conjunto, sem nenhum tipo de manipulação. E falando nisso, qual é o objetivo dos Filhos afinal?

Eu sei que com todo esse papo de ''usar os videntes verdes humanos com algum propósito'' estou dando a entender que as intenções dos Filhos da Floresta não são lá muito nobres. E talvez não sejam. Será que eles querem vingança pelo que os humanos fizeram com eles no passado? Querem tomar Westeros de volta pra eles? Não sei, tudo é possível. Mas eu não acho que eles são do tipo que são afetados por sentimentos como vingança.

''Antes de os Primeiros Homens chegarem, toda esta terra a que vós chamais Westeros era para nós um lar, mas mesmo nesses tempos éramos poucos. Os deuses deram-nos vidas longas mas não um grande número, para não sobrepovoarmos o mundo como os veados sobrepovoarão uma floresta em que não existirem lobos para os caçar. Isso foi na aurora dos dias, quando o nosso Sol ia nascendo. Agora está a pôr-se, e esta é a nossa longa queda. Os gigantes também já quase desapareceram, esses que foram a nossa desgraça e os nossos irmãos. Os grandes leões dos montes ocidentais foram mortos, os unicórnios estão praticamente extintos, os mamutes reduziram-se a algumas centenas. Os lobos gigantes perdurarão mais do que todos nós, masa sua hora também chegará. No mundo que os homens criaram não há lugar para eles, nem para nós.'' (A Dança dos Dragões, Bran III). 

Isso foi o que Folha, um dos Filhos da Floresta, disse ao Bran. Claro que isso pode ser interpretado como ódio aos homens por terem tomado suas terras e construído um mundo onde criaturas místicas não tem lugar, mas eu vejo nessas palavras muito mais conformismo, tristeza e pena do que ódio. Acho que eles veem os homens como criaturas jovens e inocentes, que estão, sem perceber, fazendo dano a eles próprios e ao planeta. Então, o objetivo dos Filhos seria usar os poderes do Bran para de alguma forma consertar as merdas que os homens fizeram e estão fazendo... antes que seja tarde. E pelo jeito, já é tarde.

''Vi o teu nascimento e o do senhor teu pai antes de ti. Vi o teu primeiro passo, ouvi a tua primeira palavra, fiz parte do teu primeiro sonho. Estava a observar-te quando caíste. E agora vieste finalmente ter comigo,Brandon Stark, embora a hora seja tardia.'' (A Dança dos Dragões, Bran I)

Mas por que é tarde demais? Eu acho que é porque finalmente o inverno está quase chegando. Mas não um inverno qualquer, e sim um inverno mais longo e poderoso como nenhum outro antes. E com ele,o retorno dos Outros e uma nova Longa Noite. 

O massacre de Durolar na série só faltou ter os Outros montados nessas aranhas pra ficar perfeito


Talvez as merdas que os homens fizeram durante as eras desequilibraram a magia do mundo, e isso faz com que os Outros saiam do extremo norte, das terras de sempre inverno para destruir a vida do planeta. Seriam os Outros uma espécie de defesa para o planeta? Com a função de matar todos para destruir as ''pestes'' que estão danificando o mundo, semelhante ao Old One do Demons Souls , por exemplo? Ou eles só são monstros cruéis e sanguinários mesmo, que esperam a oportunidade de um inverno muito longo e implacável para invadir? Por enquanto não da pra confirmar nada (assim como não da pra confirmar boa parte desse artigo, eu gosto de teorizar, me julguem), George R.R. Martin já confirmou que os próximos dois últimos livros vão finalmente explorar as terras de sempre inverno e os Outros, então finalmente teremos respostas. Eu espero.

De qualquer forma, eu acho que os Filhos e Brynden querem (ou queriam) usar os poderes do Bran como vidente verde para equilibrar a magia do mundo e impedir que a Longa Noite aconteça novamente. Mas como eles farão isso (se farão) não faço ideia. Será que os Filhos da Floresta e Bran usarão seus poderes para auxiliar um certo herói que será o responsável de equilibrar a magia do mundo... a canção de gelo e fogo? Eu não sei, mas tenho certeza que os Filhos, Brynden, Bran, e todo o conceito de videntes verdes serão importantíssimo nas guerras que estão por vir. 


Considerações Finais

Então depois de tudo isso volto a fazer a pergunta que fiz no começo desse artigo: o que diabos são esses deuses antigos afinal? Eles são os videntes verdes? Eles são o suposto consciente coletivo dos antepassados e sua sabedoria transcendental, que os videntes verdes tem acesso através dos represeiros? Ou eles são os próprios represeiros, que despertam o poder dos videntes verdes? Não posso confirmar nada, mas acho que é a resposta é uma combinação de tudo isso.



Cheguei a conclusão de que os ''deuses'' antigos não são deuses individuais no qual as pessoas devem servir (algo óbvio, duh) e nem são apenas elementais da natureza. Eu penso que o conceito que os Filhos chamam de ''deuses'' é todo um ''sistema místico'' da  própria natureza, que envolve os represeiros, a magia dos videntes verdes e mais importante, o tal conhecimento transcendental (e talvez, consciente coletivo dos antepassados) que os permitem — entre outras coisas — grande sabedoria e viajar pelo tempo. É por isso que os represeiros são tão importante para os Filhos da Floresta ao ponto de eles consideraram essas árvores os próprios deuses, porque são a chave para todo esse sistema funcionar, a ponte que conecta o vidente verde com a sabedoria superior. A simbologia da árvore como ligação a planos ou mundos elevados de existência, com sabedoria superior ou alguma doidera do tipo, é bem comum em diversas mitologias e religiões da vida real. Será que foi essa a inspiração do George R.R Martin?

Enfim, termino esse artigo (que ficou mais longo do que imaginava, admito) mas pretendo depois continuar a falar das outras religiões e deuses desse fantástico universo — tenho certeza que devem ter conceitos tão interessantes quanto dos antigos deuses — se ficaram interessados, curtam nossa página no Facebook para ficarem atualizados quando esses artigos estiverem prontos, e também para verem outros artigos do blog, claro.

Flw pra vocês, até o dia MIL!


"Muitos monarcas chegam e se vão. Um se afogou no veneno, outro sucumbiu nas chamas. Um outro ainda repousa em um reino de gelo. Nenhum deles conseguiu ficar aqui, como você faz agora. Você, conquistador das adversidades. Nos dê a sua resposta."

Todo mundo sabe – ou deveria saber – que o enredo da série Souls é bem fragmentado. Passagens e retalhos de uma história enorme, espalhados quase que randomicamente durante o jogo, mas que se ligam de alguma forma, se você observar do jeito certo.

Digamos que a série Souls é um livro com vários contos não lineares, onde no final, pra você entender, você precisa achar um meio de juntar isso tudo até que faça sentido. Ora, e esse é justamente o charme dessa série, e um dos principais atrativos pra muitos dos jogadores – sem falar do design, do gameplay e outras MIL coisas que existem pra se falar desses jogos, mas que deixarei pra outra ocasião.

Sempre tento montar a cronologia dos fatos destes na minha cabeça, é uma espécie de costume que eu tenho desde que fiquei "levemente" imerso nesse universo da série. Sim, sim, "LEVEMENTE".



Tive a ideia de fazer ESSE artigo sobre a cronologia de Dark Souls no blog logo quando o criei (que vai ser bem importante pra entender esse). Seguindo a vibe, Uor fez o mesmo com Demons Souls, NESSE sensacional artigo. E então chegou a hora de falar do mais fragmentado de todos eles! Finalmente a cronologia de Dark Souls II no recinto. Ou a tentativa de criar uma... De qualquer forma, quero avisar que tentarei focar nos detalhes do enredo principal, já que existem muitos fatores de acontecimentos distintos que complementam, mas não alteram o entendimento sobre tudo.

Uma ideia que define bem Dark Souls é o “Eterno retorno”. Isso já é fácil de observar em DS1, porém fica MUITO mais claro na sua sequência. Não importa o que façamos, sempre haverá, em algum momento da história, a ascensão e o declínio de alguma “hegemonia” diretamente ligada ou não com a Chama Primordial – um elemento totalmente subjetivo desse mundo, que define a vida e a evolução dos seres nesse ambiente.

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